Matérias » Nazismo

10 teorias conspiratórias sobre o nazismo

OVNIs, máquinas do tempo e fugas para a América compõem algumas das teorias sobre o nazismo e seus seguidores

André Nogueira e Joseane Pereira Publicado em 23/08/2019, às 08h00

Hitler conversou com alienígenas, demônios e sociedades secretas
Hitler conversou com alienígenas, demônios e sociedades secretas - Reprodução

Desde a ascensão do Nazismo, em meados dos anos 30, teorias conspiratórias foram criadas em torno de Hitler e seus seguidores. Enquanto algumas beiram o absurdo, relacionando os nazistas a OVNIs e máquinas do tempo, outras infelizmente têm embasamento histórico, como a desvairada procura por uma identidade ariana.

Confira abaixo dez teorias conspiratórias sobre os nazistas.


10. Incidente da Floresta Negra de 1936

Em seu livro de 1993, Secret Societies, o autor Jan Van Helsing relata a história de um objeto não identificado que teria aterrissado em uma floresta próxima a Frieberg, na Alemanha, em 1936.

O OVNI teria sido levado para a sede principal do Terceiro Reich, onde os engenheiros do Partido aplicaram engenharia reversa para captar a tecnologia desconhecida e utilizá-la a seu favor.

Essa teoria passou a ser disseminada em 2013, quando um artigo online afirmava ter encontrado relatos do incidente. Apesar de as provas serem muito suspeitas, o que se sabe é que, à época, os cientistas do III Reich realizavam pesquisas diferentes de qualquer outra coisa feita até o momento.


9. O Sino Nazista

Crédito: Reprodução

 

O autor Igor Witkowski, em seu livro A Verdade sobre a Arma Milagrosa, do ano 2000, afirma ter traduzido documentos do oficial da SS nazista, Jakob Sporrenberg, que relatavam a existência de uma arma ultra secreta a serviço do partido. Os documentos teriam sido concedidos ao autor pelo serviço de inteligência polonês.

Os documentos eram referentes ao Die Glocke, que ficou conhecido como Sino Nazista. O objeto teria sido alocado em uma instalação militar na Polônia, tendo cerca de cinco metros de altura e três de diâmetro.

Segundo a fonte, o sino continha símbolos antigos, como hieróglifos, e quando colocado em movimento era capaz de projetar visões do passado, como uma máquina do tempo. A causa disso seria uma tecnologia antigravitacional provida pela substância Xerum 525 em seu interior.


8. Ahnenerbe e a ancestralidade alemã

O projeto Ahnenerbe teve como principal impulsionador o líder nazista Heinrich Himmler. Oficialmente, era um instituto de estudos sobre a herança ancestral alemã.

Himmler, conhecido por sua proximidade com o ocultismo e astrologia, teria liderado esse instituto com o objetivo de adquirir conhecimentos sobre aqueles dos quais os alemães descendiam: uma raça de arianos superiores que teriam sido residentes de Atlântida.

Para o líder, encontrar provas disso seria a chance de fundar uma nova religião ariana que substituiria o cristianismo. A SS explorou locais como a Escócia, Islândia, França, África do Norte e Índia, e em 1939 fez uma expedição ao Tibet para provar a hipótese de que os tibetanos seriam descendentes dos arianos.

Examinando grosseiramente a população local, inclusive com as bizarras medições de cabeça, eles chegaram à conclusão de que os arianos haviam sido enfraquecidos pela mistura com os tibetanos nativos.

Heinrich Himmler foi o responsável por organizar milhões de mortes nos campos de extermínio nazistas dos anos 1940.


7. Buscando conhecimento nos Vedas

Crédito: Reprodução

 

Para moldar suas ideologias, os teóricos do regime recorriam também a textos antigos. E aqui encontramos Himmler novamente: eficiente na tradução do sânscrito, língua utilizada na Índia Antiga, o oficial teria mergulhado em textos indianos milenares à procura de referências a armas tecnológicas utilizadas pela sociedade ariana.

Nesse ponto, é importante ressaltar que nunca existiu uma sociedade ariana na Índia Antiga. Os Vedas, textos que nos explicam muito sobre os povos que existiram no que viria a ser a Índia, citam o termo Arya como referente a estrangeiros bem-vindos, mas não a um povo específico.

Outro símbolo capturado da Índia foi a Suástica, que simbolizava atributos positivos como o Sol, a iluminação e o equilíbrio.


6. O disco de Haunebu

Crédito: Reprodução

 

Outra teoria conspiratória afirma que, em 1935, os nazistas iniciaram o desenvolvimento de Haunebu, um disco voador alimentado por campos eletromagnéticos. E movido a anti-gravidade.

O nome do objeto se dá em homenagem ao local onde as aeronaves teriam sido montadas e testadas: a cidade de Hauneburg, no noroeste da Alemanha. Lá, o objeto atingiu os surpreendentes 4.800 km/h.

Em 1942, o Haunebu II teria sido desenvolvido, e seu maior diferencial era a capacidade de voar por desconcertantes 55 horas seguidas, em oposição ao limite de 18 horas da primeira nave.


5. Sociedade de Vril

Acreditou-se que a Sociedade de Vril era uma sociedade secreta na qual estava Adolf Hitler e outros membros da cúpula do Reich. A ideia veio de um livro de ficção científica chamado The Comming Race, de Bulwer Lytton, escrito em 1871.

Segundo a ideia do livro, essa seria uma comunidade altamente avançada em termos de tecnologia e sociedade, como seriam os arianos, que acessavam o Vril, a forma elementar da energia do universo.

Essa sociedade acreditaria que eles eram descendentes diretos dos arianos e que, com essa carga de superioridade, acessariam e controlariam esse campo energético, explorando-o para seus próprios fins.

As mulheres dessa sociedade deixavam o cabelo crescer para que ele tocasse esse Vril. Alguns acreditam que a Sociedade de Vril encorajou Hitler e outros nazistas de influência a entrarem em jornadas particulares de busca de relíquias antigas e formas antepassadas de tecnologias.


4. Expedições secretas na Antártica

1ª Expedição nazista à Antartida / Crédito: Reprodução

 

Em 1938, a Alemanha enviou o navio Schwabenland para a Antártica, reivindicando a Nova Suábia como território alemão. Isso teria sido uma campanha para garantir a indústria baleeira na Alemanha, que possuía grande demanda.

Porém, há quem duvide desses propósitos na viagem alemã ao continente. Alguns acreditam que os nazistas embolsaram a viagem para a Antártica para o estabelecimento de uma base militar (Base 211), onde eles procurariam a entrada para a Terra Interior, onde habitaria a verdadeira raça ariana.

Um homem do Alasca chamado Joe Watson chegou a dizer que possuía uma carta de um tripulante do submarino U-209 que veio para a Antártica e que afirmaria que a ideia dessa missão era achar a entrada da Terra Interior (e eles a teriam encontrado). Os registros do Estado Alemão comprovam que o U-209 realmente esteva na Antártica nesse ano (1943), mas o submarino se perdeu na missão e sumiu.

Karl Dönitz, comandante da Kriegsmarine, teria dito que os submarinos alemães teriam sido reconstruídos em uma “outra parte do mundo, uma terra Shangri-lá”, o que alimentou os conspiracionistas. Há quem acredite, ainda, que Hitler não se matou no Bunker, mas fugiu para a base na Antártica.


3. Contato com outros mundos

As forças armadas da Alemanha estavam bem à frente em termos de tecnologia de guerra do que os Aliados. Por isso, muitos acreditam que isso foi graças a ajuda de forças alienígenas.

Essas teorias existem desde o fim da Segunda guerra Mundial e até hoje, mesmo por depoimentos de Edward Snowden, acredita-se nessas teorias. Segundo esse depoimento, os nazistas teriam sido assessorados por aliens chamados brancos altos que secretamente controlam, hoje, o governo dos EUA.

Na década de 1970, o ufólogo Allen Greenfield declarou que, numa conversa com Wernher von Braun, o alemão que trabalhou com a NASA, o cientista teria dito que a Alemanha só conseguiu sua superioridade técnica por terem “ajuda deles” (disse, apontando para arquivos que falavam de OVNIs). Greenfield teria perguntado se eram realmente alienígenas, paras confirmar, e von Braun teria respondido que sim.

De mesma natureza é o relato do engenheiro Hermann Oberth, que teria dito para Robyn Collins que “Não podemos receber crédito por nosso avanço recorde em certos campos científicos - fomos ajudados [...] pelas pessoas de outros mundos".


2. Hitler possuído pelo Diabo

Descreditada pela historiografia, a teoria de Hermann Rauschning afirma que Hitler teria sido correntemente possuído pelo demônio na sua trajetória pessoal. Em seu livro Hitler Speaks, ele afirma que Hitler entrava em transes enquanto discursava para o povo. Rauschning acreditava que o fuhrer era um médium de espíritos malignos e, até mesmo, do próprio Satanás.

Em The Young Hitler I Knew, o amigo de infância do ditador, August Kubizek, relata que em uma conversa com Hitler aos 17 anos, sobre a restruturação da Alemanha e recuperação de sua glória, ele percebeu que “era como se outro ser falasse pelo seu corpo”.

Dizem também que o Papa Pio XII teria tentado fazer um exorcismo à distância em Hitler, falhando. Depois, Gabrilel Amorth, exorcista do Papa Bento XVI afirmou que Hitler quase certamente estava possuído pelo diabo, assim como talvez teria sido possuída toda a população da Alemanha.


1. Hitler fugiu para a América do Sul

Suposto disfarce de Hitler / Crédito: Serviço Secreto dos EUA

 

Em 2014, documentos desclassificados do FBI teriam apontado que Hitler não cometeu suicídio em 1945, mas que teria fugido de Berlim para a Argentina, como outros alemães fizeram. Ele teria desembarcado no Prata duas semanas depois da invasão da cidade pelos Aliados.

Os arquivos dão a entender que Hitler teria se estabelecido numa aldeia perto dos Andes, ajudado pelo governo argentino. Essas informações teriam vindo de outro alemão que pedia asilo nos EUA nessa mesma época, mas o relato nunca foi considerado relevante para se iniciar uma investigação.

No mesmo ano, porém, foi lançada na Internet uma suposta fotografia de Hitler disfarçado em seu asilo no Brasil. A foto foi divulgada por um simpático do nazismo que acreditava que Hitler fugiu de Berlim durante a ocupação e veio ao Paraguai, passando pela Argentina até entrar no Brasil, onde se fixou. 

Porém, essas conspirações vão a contramão do fato de que os russos teriam identificado o corpo carbonizado de Hitler no Bunker de Berlim, com a ocupação. Os russos estariam mentindo para acobertar a fuga?

Essa dúvida levou Nicholas Bellantoni, arqueólogo, a realizar testes de DNA nos fragmentos que acreditam serem partes do crânio de Hitler que estavam nos EUA. Porém, os resultados mostraram que essas amostras não eram compatíveis com o DNA do fragmento dos russos, o que reabriu o debate dessa conspiração.