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Disha Ravi, a ativista ambiental que vem causando polêmicas na Índia

A prisão da jovem conhecida como ‘Greta Thunberg indiana’ gerou controversas e protestos

Penélope Coelho Publicado em 16/02/2021, às 15h30

Fotografia de Disha Ravi
Fotografia de Disha Ravi - Divulgação/Twitter

No último domingo, 14, o nome de Disha Ravi dominou as manchetes do mundo, após a ativista ambiental de 22 anos, ter sido presa em Nova Deli, capital da Índia, como revelou uma reportagem da agência de notícias RFI, publicada pelo G1.

Desde então, surgiram diversas dúvidas sobre quem seria a tal menina e qual o objetivo do trabalho realizado por ela. Sabe-se que a prisão da jovem apelidada de ‘Greta Thunbergda Índia’ — em referência à ativista sueca — desencadeou protestos em seu país de origem.

Disha Ravi (meio) sendo presa no último domingo (14) / Crédito: Divulgação / Youtube / NDTV

 

O início da luta

Nascida em Bangalore, na Índia, a garota ficou conhecida por dar voz às comunidades carentes de seu país, falando sobre as mudanças climáticas. Disha se formou em administração de Negócios, pela Universidade de Mount Carmel, em Bengala, na Índia, no ano de 2018.

Inicialmente, seu plano era seguir uma carreira voltada para o mercado financeiro, mas, a jovem logo desistiu do projeto ao se deparar com a problemática causada em decorrência da alteração no clima em seu país.

Suas campanhas contra as mudanças climáticas na Índia tiveram início por um motivo pessoal: os avós. De acordo com o jornal Hindustan Times, os familiares de Ravi são fazendeiros e, com o tempo, a garota percebeu que eles se tornaram vítimas das mudanças de temperatura.

A indiana passou a estudar muito sobre o assunto e sentiu que poderia começar a realizar um trabalho de conscientização em sua nação. A partir disso, a ativista escreveu diversos artigos sobre o tema, além de coordenar campanhas e organizar protestos contra o aumento da temperatura global.

Desde 2019, Disha é conhecida como a líder indiana do movimento ‘Fridays For Future’, idealizado por Greta, com objetivo de denunciar e pressionar as autoridades sobre a questão climática e ambiental.

Por esses e outros motivos, nem sempre os atos da jovem agradaram os indianos — já que eles vão contra as prioridades do país, principalmente, quando falamos dos líderes da nação.

Movimento de agricultores

Para entender os motivos pelos quais a polícia indiana prendeu Dishanesta semana, é necessário voltar um pouco no tempo. Desde dezembro, agricultores da Índia exigem que o projeto de reforma agrária aprovado pelo parlamento seja revogado.

Os camponeses alegam que a lei beneficia somente grandes empresários e fazendeiros e prejudica os pequenos trabalhadores de terra. A decisão desencadeou protestos no país; manifestações, que a polícia acusa Ravi de ter sido responsável.

As autoridades de Nova Délhi prenderam a garota com a justificativa de que a ativista teria incitado os protestos no país, por ter criado um grupo no aplicativo de mensagens no WhatsApp com o intuito de incitar debates e estratégias para as manifestações.

Ativista Disha Ravi, de 22 anos / Crédito: Divulgação 

 

A menina foi apontada pela polícia indiana de ter sido supostamente a responsável pelo envio de um guia de instruções para Greta Thunberg. O documento em questão mostrava a organização dos protestos e foi divulgado nas redes sociais da sueca de 18 anos, levando à fúria do governo indiano.

Agora, Ravi e outros militantes são acusados de “promover a discórdia contra o Estado”. Até o momento, o local em que a jovem foi presa não foi divulgado pelas autoridades do país.

A prisão da indiana introduziu ainda mais protestos nas ruas e on-line. Militantes usam as redes sociais para divulgar o assunto através da hashtag #ReleaseDishaRavi (‘libertem Disha Ravi’ na tradução para o português) e pedem que alguma atitude seja tomada.

A apreensão da ativista foi condenada por ex-ministros da Índia e por mais de 80 personalidades midiáticas do país, que acordaram em assinar uma petição que definiu o ato da polícia como um “sequestro extrajudicial”, o abaixo-assinado pede a liberação imediata de Disha, mas ainda não obteve sucesso. 


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