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Do delírio do neto do Imperador ao roubo de joias: 5 histórias não tão conhecidas sobre a família imperial

Até hoje, histórias que marcaram a saga da família no Brasil chamam atenção

Ingredi Brunato Publicado em 04/10/2020, às 09h00

Gravura da família imperial brasileira.
Gravura da família imperial brasileira. - Getty Images

Quando se aprende sobre a família imperial brasileira nas aulas de História, são ensinados apenas os acontecimentos relevantes para o período estudado.

Contudo, falar tão brevemente de personagens como Dom Pedro II, Teresa Cristina, a princesa Isabel e muitos outros não dá conta de toda a complexidade de suas relações e trajetórias de vida.

Confira abaixo alguns fatos menos conhecidos a respeito desses nomes que marcaram a nossa história. 

1. Roubo de joias da imperatriz 

Pintura da Imperatriz. Crédito: Wikimedia Commons

 

Durante uma noite de 1882, bem no aniversário da imperatriz Teresa Cristina, todas as joias de seu acervo pessoal foram roubadas de cofres localizados no Palácio da Quinta de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. 

Pulseiras, tiaras e colares eram valiosíssimos por serem incrustados com pedras preciosas e banhados em ouro. 

Para a felicidade da imperatriz, o ladrão foi encontrado mais tarde: era o irmão do funcionário real que guardava as chaves dos cofres da coroa portuguesa. 

2. Mortes dos filhos de Dom Pedro II 

Montagem com três filhos de Dom Pedro II que morreram antes dele. Da esquerda para a direita, são: Dom Afonso, Pedro Afonso e Leopoldina. Crédito: Wikimedia Commons

 

Dom Pedro II teve quatro filhos com sua esposa Teresa Cristina. Porém, para a infelicidade do imperador, ele precisou encarar funerais de três deles, sendo dois ainda pequenos. 

Dom Afonso morreu aos dois anos de idade, de forma súbita, após sofrer convulsões. Seu outro filho homem, Pedro Afonso, também faleceu aos dois anos de idade, nesse caso por conta de uma febre contraída durante uma viagem cerimonial. 

Depois de perder dois potenciais herdeiros, Dom Pedro II e sua esposa nunca mais tiveram filhos, possivelmente muito abalados com as duas mortes. Antes de Pedro Afonso, o imperador do Brasil também perdeu uma filha mulher chamada Leopoldina. Ela chegou a se casar e ter filhos, contudo, morreu aos 23 anos por conta de uma febre tifoide. 

3. A agonia de Pedro Augusto 

Fotografia de Pedro Augusto. Crédito: Wikimedia Commons

 

Pedro Augusto foi o filho mais velho de Leopoldina, antes que ela falecesse devido à tifoide. Por muito tempo se pensou que ele assumir o trono. Tudo mudou, no entanto, quando a princesa Isabel, única filha do imperador a não ter uma morte precoce, deu à luz a Pedro de Alcântara

A saúde mental de Pedro Augusto entrou em declínio. Sofrendo de alucinações e paranoias, o nobre teria inclusive se consultado com o famoso psicanalista Sigmund Freud durante o exílio da família imperial na Áustria. Após uma tentativa de suicídio, ele foi mandado para um sanatório, onde passou o restante de seus dias. 

4. Bastidores do exílio 

Fotografia de navio onde a família real foi para a Europa. Crédito: Domínio Público 

 

O trajeto de 20 dias para a Europa pela família imperial após a proclamação da República no Brasil foi registrado em detalhes pela baronesa de Loreto, Maria Amanda, que mantinha um diário. 

Nele, ela conta sobre como conversar sobre política no navio era proibido: apenas literatura era bem-vinda. Dom Pedro II teria até começado uma roda de leitura noturna.

O imperador também fez aniversário ainda em alto-mar, o que foi comemorado com uma garrafa de champanhe. Os surtos psicóticos de Pedro Augusto também foram citados no diário, com um tom de lamento. 

Após a viagem, o evento mais marcante, todavia, foi a morte da imperatriz Teresa Cristina, que abalou a todos, principalmente seu marido. Maria Amanda escreveu sobre como Dom Pedro teria abraçado o corpo da esposa e soluçado, tendo que ser retirado da cena pelo médico da família. 

5. Conexão de Dom Pedro II com a Condessa de Barral

Fotografia da Condessa de Barral. Crédito: Wikimedia Commons

 

Luísa Margarida, a Condessa de Barral, foi quem educou as filhas de Dom Pedro II, Leopoldina e Isabel. Justamente por ser uma mulher culta, o imperador teria também convidado a condessa para ajudá-lo a escrever as correspondências para outros intelectuais da época. 

A partir daí, segundo especulado pela maioria dos historiadores, a relação dos dois teria evoluído para algo mais íntimo, embora não seja possível determinar se os dois viveram um relacionamento, ou houve apenas uma paixão platônica.


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