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Gastos exorbitantes: 5 fatos sobre a polêmica múmia de Lenin

O mais importante líder da Revolução Russa morreu em 1924 e teve seu corpo embalsamado, e até hoje pode ser visto em descanso no centro de Moscou

André Nogueira Publicado em 05/07/2020, às 08h00

A polêmica múmia de Lenin
A polêmica múmia de Lenin - Divulgação/Youtube/BBC

1. O mausoléu

Mausoléu na Praça Vermelha / Crédito: Wikimedia Commons

 

Com a morte do comunista em 1924, esforços para a preservação de sua memória e feitos se iniciaram. Com isso, um concurso público foi aberto pelo Politburo para que fosse estabelecida uma sepultura digna ao bolchevique. O vencedor foi o arquiteto Alexei Shtchusev, que pensou uma grande estrutura com placas de mármore.

No local de celebração, a Praça Vermelha de Moscou, foi erguida uma tumba provisória de madeira para que o monumento tivesse uma estrutura provisória até o fim das obras, que ocorreu apenas em 1930. Atualmente, o local tem o formato de uma pirâmide vermelha de grades com o nome de Lenin.

2. Ciência

O processo de preservação do corpo de Lenin foi revolucionário à época e atraiu os olhares dos pesquisadores, principalmente do mundo comunista. Há 90 anos, o cadáver permanece intacto, revelando o grande sucesso do procedimento até hoje supervisionado pelo Instituto de Plantas Medicinais e Aromáticas de Moscou. Semanalmente, há vistorias em relação à situação do cadáver. 

O procedimento da mumificação foi realizado por Pavel Fomenko e era um segredo até 2011. Segundo o profissional, os órgãos foram retirados de Lenin e suas veias foram preenchidas com um composto. “O corpo está inserido em uma banheira de vidro cheia de uma solução de embalsamamento, fechada por uma tampa e coberta por um lençol branco.”

3. Presença de Stalin

 

4. Todo cuidado é pouco

Stalingrado sobre ataque / Crédito: Wikimedia Commons

 

O corpo de Lenin é meticulosamente acompanhado e restaurado, pois exige muito cuidado para a preservação. O local de seu repouso eterno é mantido na temperatura de 16 ºC em umidade entre 80%-90%. Soluções em álcool, quinina, glicerol, fenol e outras são inseridas em seu leito para a manutenção do cadáver.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os restos do ditador sofreram ameaças. Os nazistas poderiam roubá-lo se chegassem a dominar Moscou. Como consequência, Stalin ordenou que a múmia fosse transferida para a cidade de Tiumen, na Sibéria, de maneira provisória. 

5. Polêmicas

Desde que a União Soviética foi dissolvida, com o processo de restauração da economia de mercado na Rússia, se discute o futuro da múmia de Lenin. Políticos conservadores e, principalmente, anticomunistas, defendem que o Estado pare de sustentar a preservação do cadáver, que é hoje o principal ponto turístico do país. O gasto anual com a múmia gira em torno de 13 milhões de rublos (r$ 1,02 milhões).

Para Putin, não faz sentido discutir o futuro da figura por enquanto: "Pelo menos enquanto tivermos entre nós muitas pessoas cujas experiências ainda estão ligadas, de alguma maneira, às realizações do período soviético", ele defende.


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