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Do papel de Guimarães na Segunda Guerra à morte de Euclides: 5 curiosidades sobre nomes da literatura brasileira

Conheça os eventos trágicos e heroicos nos quais escritores brasileiros estiveram envolvidos

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 13/03/2021, às 08h00

Montagem mostrando, da esquerda para a direita, Pero Vaz de Caminha, Nísia Floresta e Guimarães Rosa
Montagem mostrando, da esquerda para a direita, Pero Vaz de Caminha, Nísia Floresta e Guimarães Rosa - Wikimedia Commons

A literatura brasileira possui diversos fatos interessantes que não são muito falados a respeito, desde acontecimentos bizarros da vida pessoal de escritores famosos a marcos da trajetória literária nacional que simplesmente passam despercebidos até mesmo para quem se considera amante dos livros produzidos na terra do pau-brasil. 

Conheça abaixo alguns desses eventos curiosos! As informações foram documentadas por uma reportagem de 2017 da Galileu, que foi escrita com informações Marcel Verrumo, que já lançou um livro sobre a literatura brasileira

1. Pero Vaz de Caminha 

Um dos primeiros documentos da história brasileira é a conhecida “Carta do Achamento do Brasil”,  que foi redigida pelo escrivão Pero Vaz de Caminha (1450 - 1500) e detalha as primeiras impressões que o português teve das terras brasileiras e também dos nativos, assim nos fornecendo um pequeno mergulho na mentalidade dos europeus da época. 

Um detalhe relativamente desconhecido desse acontecimento, todavia, é que Caminha não era o escrivão oficial da frota - o ocupante desse cargo, na verdade, era um homem chamado Gonçalo Gil Barbosa, que infelizmente faleceu durante a longa viagem através do oceano.

Ao tomar o lugar dele nessa tarefa, Pero aproveitou para incluir um pedido ao Rei Manuel, que receberia o documento: ele clamou pela libertação de seu genro, Jorge de Osório, que estava na prisão após assaltar uma igreja. O rei de Portugal até decidiu conceder esse favor, mas o fez apenas depois da morte de Caminha. 

2. Nísia Floresta 

Apesar de seu nome provavelmente não soar familiar para a maioria dos brasileiros, Nísia Floresta (1810 - 1885) foi parte de um dos grandes marcos de nossa literatura, ao se tornar a primeira mulher a publicar um livro no Brasil. 

Um dos temas mais recorrentes das obras da gaúcha, inclusive, foi justamente o machismo da sociedade brasileira. Nísia ainda abordou as injustiças sofridas por outras minorias, como os negros e os índios, destacando como o sofrimento que o colonialismo lhes impôs. A história da autora vanguardista foi relembrada pela Galileu. 

3. Olavo Bilac 

Desenho de Olavo Bilac / Crédito: Wikimedia Commons

 

O poeta parnasiano Olavo Bilac (1865 - 1918), como a autora acima, também inaugurou algo que nunca havia sido feito por aqui, e não estamos falando do fenomenal legado literário dele, e sim de um fato curioso de sua vida pessoal: o escritor esteve envolvido no primeiro acidente de carro ocorrido no Brasil. 

Ele estava dirigindo o carro de um colega jornalista quando, ao fazer uma curva, acabou batendo em uma árvore. Tanto Olavo quanto seu amigo saíram sem um arranhão, entretanto, o mesmo não pôde ser dito do veículo, que teve perda total. 

4. Euclides da Cunha 

Ilustração de Euclides da Cunha / Crédito: Wikimedia Commons 

 

Mais conhecido por sua famosa obra “Os Sertões”, Euclides da Cunha (1866 - 1909) teve uma morte dramática: ele foi ferido fatalmente durante uma troca de tiros com o amante de sua esposa, que se chamava Dilermando. O autor havia procurado o homem para tentar vingar a traição que havia sofrido. 

De maneira ainda mais trágica, o filho do escritor brasileiro, chamado Euclides da CunhaFilho, acabou sendo morto pelo mesmo homem, quando tentou vingar a morte do pai anos depois. Dilermando até tentou evitar o embate, mas ao ser encurralado em uma situação de vida ou morte, acabou desferindo outro disparo mortal, o caso já foi repercutido pela BBC. 

5. Guimarães Rosa 

Além de ter escrito “Sagarana”, “Grande Sertão: Veredas” e outros clássicos da literatura nacional, Guimarães Rosa (1908 - 1967) também foi um verdadeiro herói da vida real ao ajudar sua esposa a trazer para o Brasil quase uma centena de judeus presos na Alemanha nazista. Vale dizer ainda que, na época, o que eles estavam fazendo era considerado ilegal pelo governo Vargas

O feito só foi possível porque Aracy Moebius de Carvalho, a esposa de Rosa, trabalhava na embaixada brasileira do país. A despeito dos riscos, ela conseguiu fazer com que seu chefe assinasse sem perceber documentos autorizando a viagem desses judeus para cá, enquanto o escritor ficou responsável por conseguir passaportes falsos para todos eles.


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