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Matérias / Bizarro

Do rei esnobado ao cão fugitivo: 5 episódios inacreditáveis que resultaram em guerras

Ao longo da História, muitos momentos 'pequenos' acabaram resultando em dor de cabeça para nações

Giovanna Gomes Publicado em 08/12/2020, às 16h27

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Imagem meramente ilustrativa de esqueletos - Imagem de Iván Tamás por Pixabay
Imagem meramente ilustrativa de esqueletos - Imagem de Iván Tamás por Pixabay

Ao longo da história, muitas guerras tiveram início devido questões políticas, culturais ou religiosas. No entanto, também existiram inúmeros incidentes bizarros que originaram conflitos entre nações inteiras.

Alguns fizeram milhares de vítimas, enquanto outros nunca geraram violência. Pensando nisso, o site Aventuras na História separou 5 desses episódios inacreditáveis que resultaram em guerras.

1. A guerra dos 335 anos

Em 1651, a Holanda e as Ilhas Scilly, na Inglaterra, travaram a mais duradoura guerra da história pela posse de um pequeno arquipélago que pertencia ao Reino Unido. No entanto, às consequências foram mínimas. O clima de desavença durou apenas 3 anos e, somente pela ausência de um tratado, o conflito percorreu por mais 331 anos.

Soldado dormindo enquanto não acontecia absolutamente nada na Guerra dos 335 anos - Getty Images

Em 1985, Roy Duncan, um historiador e político que representava as Ilhas Scilly convidou o embaixador holandes, que residia em Londres, para visitar o arquipélago, onde ambos assinaram um tratado de paz que, finalmente, pôs fim à guerra.

2. Guerra dos Emus

Em 1932, mais de 20 mil emus, animais que em muito se parecem com o avestruz, migraram do interior da Austrália para a costa após a temporada de reprodução e começaram a invadir propriedades e a destruir plantações. Um verdadeiro caos.

Em resposta, o exército australiano enviou soldados armados com metralhadoras e 10 mil cartuchos para matar os animais. Contudo, os emus eram muito rápidos e continuavam correndo mesmo após serem baleados. O que obviamente surpreendeu os combatentes.

Segundo o major G.P.W. Meredith, que comandou a operação, os emus formaram uma tática de guerrilha e ainda tinham um 'líder' que 'vigiava' os soldados enquanto o restante saqueava trigo. Após semanas de combate, o governo reconheceu a derrota para as aves.

3. Guerra do Futebol

Na década de 1950, cidadãos de Honduras e El Salvador viviam em conflito devido a questões migratórias, pois muitos salvadorenhos saíam de sua terra natal em direção ao país vizinho.

A situação ficou ainda pior quando eles começaram a ser deportados pelas autoridades. Além disso, os países também disputavam fronteiras no mar e na terra, como algumas ilhas do Golfo de Fonseca. Tudo gerava tensão.

População de El Salvador se mobiliza para o conflito armado contra os vizinhos hondurenhos/ Crédito: Divulgação

Contudo, o estopim para uma guerra foi causado em 1969, após uma partida de futebol que valia uma vaga na Copa do Mundo do ano seguinte. Os salvadorenhos ganharam de 3x2 e às relações diplomáticas entre os dois países foram rompidas. Duas semanas depois, os combates armados entre as forças militares nacionais começaram.

O cessar-fogo veio quatro dias depois, na noite do dia 18 de julho, a partir de uma intervenção da Organização dos Estados Americanos (OEA). Porém, a essa altura, mais de 6 mil pessoas já haviam morrido no conflito, em sua maioria hondurenhos.

4. Guerra do Lijar

Em 1883, a pequena cidade espanhola de Lijar, que tinha apenas 300 de moradores, declarou guerra à França após o rei da Espanha, Alfonso XII, ter sido hostilizado em Paris. As pessoas ficaram revoltadas com a situação, de modo que o conflito durou cem anos, ainda que sem um tiro sequer.

O monarca /Crédito - Wikimedia Commons

Anos depois, o rei espanhol Juan-Carlos fez uma viajem a Paris e foi bem tratado pelos moradores locais. O prefeito de Lijar comentou que “levando-se em conta a excelente atitude dos franceses”, eles dariam fim às hostilidades. Então, no ano de 1983, um acordo de paz foi assinado.

5. Um cão?

Durante o início do século 20, a Grécia e a Bulgária passavam por grandes desavenças, sendo que grupos radicais promoviam ataques contra os rivais. Um desses grupos controlava a cidade de Petrich, que faz divisa com a Grécia e, por isso, havia grande instabilidade no local.

No dia 19 de outubro de 1925, um grande mal entendido ocorreu: um grego foi baleado ao atravessar a fronteira enquanto tentava recuperar seu cachorro que fugia. O governo da Búlgara tentou se desculpar com o país vizinho, mas de nada adiantou. 

Imagem meramente ilustrativa de um cachorro/ Crédito: Pixnio

Como consequência, a Grécia declarou guerra e invadiu Petrich. Em uma luz no fim do túnel, a Bulgária pediu auxílio à Sociedade das Nações para que a batalha fosse impedida. No fim, 100 soldados foram mortos e uma multa de 45 mil libras teve de ser paga pelos gregos aos búlgaros.


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