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Doenças raras e deformações: 5 fatos sobre as consequências do incesto na realeza

A união entre membros da mesma família na nobreza europeia tiveram interferências diretas nas condições de saúde de seus descendentes. Entenda!

Penélope Coelho Publicado em 14/07/2020, às 13h34

Carlos II da Espanha
Carlos II da Espanha - Wikimedia Commons

Atualmente, o casamento entre pessoas da mesma família são cada vez menos comuns entre os participantes da realeza europeia. Contudo, no contexto histórico a tática era trivial e desencadeou em alguns problemas intrigantes e até mesmo sérios. 

1. Deformações

Um dos fatos mais marcantes na dinastia da Casa de Habsburgo foi a aparência protuberante das mandíbulas de seus membros. No entanto, existe uma explicação científica para tal. Isso aconteceu devido à vontade da família em permanecer no governo de países como a Áustria, Espanha e Portugal por muitos anos. Para conseguirem essa artimanha, os Habsburgo casavam-se entre si e assim não dividiam o poder.

Contudo, o casamento entre membros da mesma família causou uma deformidade genética chamada de prognatismo mandibular. A condição tem tratamento atualmente, todavia, na época os Habsburgo ficaram conhecidos por não conseguirem fechar muito bem a boca — já que a mandíbula inferior possuía um tamanho avantajado.

Carlos I, da Espanha / Crédito: Wikimedia Commons

 

2. Problemas de desenvolvimento

A questão da falta de sangue novo na herança genética de seus descendentes afetou também uma figura importante para a história: Carlos II, rei da Inglaterra. Além da deformação em seu queixo, o homem teve problemas de desenvolvimento motor.

Conta-se que o nobre só começou a andar a partir dos quatro anos de idade, além de apresentar complicações constantes em sua saúde como: febres, problemas intestinais e certa dificuldade de raciocínio.

Na época em que governou — o rosto de Carlos II, foi retratado diversas vezes, é provável que os pintores diminuíssem seus traços para evitar que o homem se sentisse mal com sua aparência.

3. Ultrapassando as barreiras da Europa

Acredita-se que problemas relacionados aos incestos na realeza não tenham permanecido somente na nobreza europeia. A condição causada nas mandíbulas dos Habsburgo cruzaram as fronteiras e chegaram à costa brasileira em famílias como Bragança, Orleans e Bourbon.

No livro As Barbas do Imperador, a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz defende a teoria de que Dom Pedro II tenha deixado sua barba crescer em um tamanho longo para tentar disfarçar a protuberância de seu queixo.

Pintura oficial de Dom Pedro II / Crédito: Wikimedia Commons

 

4. Mortalidade infantil e transtornos

Com o passar dos anos, devido à endogamia recorrente, especialistas notaram algumas condições que começaram a se repetir genuinamente nos nobres. Por exemplo: a grande quantidade de crianças que faleceram na nobreza. Muitas nasciam e morriam com a mesma rapidez.

5. Condições raras

Outro fator que pode ter sido desencadeado devido aos incestos na realeza foi uma condição raríssima chamada porfiria. A doença se manifesta através de problemas na pele e com complicações neurológicas.

Por muitos anos, a enfermidade serviu como explicação para a insanidade mental do rei George III do Reino Unido. Entretanto, algum tempo depois, falava-se que o homem sofria com problemas maníaco-depressivos e foi levantada a hipótese de um transtorno bipolar.

Outra enfermidade que foi intitulada como uma praga dos incestos por muitos anos foi a hemofilia — uma doença que causa problemas na coagulação do sangue. Acredita-se que a condição tenha se espalhado na realeza por culpa da Rainha Vitória.

Mesmo que a mulher tenha se casado com Albert — um primo de primeiro grau — é possível que nesse caso, a monarca tenha herdado o gene em uma mutação cromossômica. Contudo, o problema se desenvolveu em diversos outros membros de sua árvore genealógica, entre eles, seu bisneto Alexei Nikolaevich Romanov, herdeiro do trono russo.


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