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Dois casamentos e traições: a saga de Josefina, primeira esposa de Napoleão Bonaparte

Apesar da união repleta de polêmicas, a imperatriz foi o verdadeiro amor de Napoleão

Penélope Coelho Publicado em 07/07/2020, às 10h00

Josefina pintada em 1801
Josefina pintada em 1801 - Wikimedia Commons

Nascida em 23 de junho de 1763, na comuna francesa de Les Trois-Îlets, Josefina de Beauharnais é mundialmente conhecida por ter sido a mulher do imperador Napoleão Bonaparte. Vinda de uma família rica da França, seus parentes possuíam uma grande plantação de cana-de-açúcar.

Apaixonada pelo mundo da arte, a mulher era uma entusiasta de pinturas e esculturas. Entretanto, pouco se fala sobre o verdadeiro papel da imperatriz na vida de seu marido e todas as polêmicas que envolveram seu nome ao longo dos anos.

Retrato da imperatriz Josefina / Crédito: Wikimedia Commons

 

Primeiro casamento

Antes de casar-se com Napoleão, Josefina já havia sido casada anteriormente. Aos 15 anos, a garota se mudou para França, para se relacionar com seu primeiro marido, Alexandre de Beauharnais, com quem teve seus dois únicos filhos.

Contudo, o casamento foi interrompido de maneira inesperada quando seu esposo foi guilhotinado em meio aos anos de Terror na Revolução Francesa. Depois da morte do marido, Josefina se viu sozinha e com dois filhos ainda muito jovem, por isso, não demorou muito para que ela se casasse novamente.

O amor de Napoleão

Quando a francesa conheceu Bonaparte em 1795, o homem era um general. Sabe-se que o líder gostava tanto dos filhos de Josefina que chegou a adotá-los e não permitia que ninguém falasse que as crianças não eram verdadeiramente suas.

Napoleão era apaixonado por Josefina e ao longo de sua vida, escreveu inúmeras cartas de amor para a mulher — cartas essas que existem até hoje: “Eu acordo cheio de você. Sua imagem e a memória dos prazeres intoxicantes da noite passada não deixaram descanso para os meus sentidos", escreveu Bonaparte.

Em 1796 ele propôs a união, entretanto, o relacionamento não foi bem aceito pela família do homem, já que Josefina era alguns anos mais velha, além de ser viúva e mãe de dois filhos.

Em 1804, quando Napoleão se tornou imperador, a dama viu sua vida mudar e passou a ser chamada como a imperatriz da França, na ocasião, o próprio Napoleão colocou a coroa na cabeça de sua esposa.

A relação dos dois, entretanto, já não era mais como antes e foi marcada por traições de ambos os lados. Mas, tinha algo que estava começando a incomodar profundamente Napoleão, que estava em busca de um herdeiro.

Com o passar dos anos em que estiveram juntos, ficou claro que Josefina não podia mais engravidar, com isso, as infidelidades ficaram mais frequentes, até que o imperador tomou uma decisão: o divórcio.

Separação

Quadro de Josefina / Crédito:  Wikimedia Commons

 

Em 30 de novembro de 1809, o homem informou que queria o fim do casamento, compreensiva, a imperatriz concordou que ele buscasse outra esposa para que pudesse ter um filho legítimo com ela. A cerimônia do divórcio aconteceu em 10 de janeiro de 1810.

Mesmo depois do fim, o antigo casal tinha uma boa relação e o título de imperatriz foi mantido. Quando Bonaparte casou-se com Marie-Louise da Áustria, o homem comentou que na verdade, estava se casando com um ventre.

Após o divórcio, Josefina se mudou para uma comuna perto de Paris — e quando finalmente Napoleão conseguiu o herdeiro que tanto queria, a imperatriz foi chamada para conhecê-lo e se emocionou na ocasião. Apesar das polêmicas e dos inúmeros casos que o casal manteve, a amizade prevaleceu.

Josefina faleceu em 29 de maio de 1814, logo após passar mal depois de uma caminhada nos jardins Castelo de Malmaison. Quando soube da morte da ex-mulher, Napoleão lamentou o ocorrido e se trancou em seu quarto por dois dias inteiros.

Quando o imperador veio à falecer em 5 de maio de 1821, suas últimas palavras foram:  "França, o exército, o chefe do exército, Joséphine.".


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