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Dom Pedro I era o primeiro na linha de sucessão?

Com a morte de D. João VI, no ano de 1826, teve início uma grande crise de sucessão ao trono Português

Giovanna Gomes, com supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 23/01/2021, às 10h00

D. Pedro I, imperador do Brasil
D. Pedro I, imperador do Brasil - Wikimedia Commons

No dia 10 de março de 1826 a morte de D. João VI, rei de Portugal resultou num questionamento na Corte. Isso porque existia um problema na sucessão ao trono português. D. Pedro era o herdeiro legítimo.

Quarto filho de D. João VI e Carlota Joaquina, era o segundo filho do sexo masculino do casal. Seu irmão mais velho, D. Antônio, no entanto, falecera no ano de 1801, aos 6 anos de idade.

Tal situação poderia resultar na união das duas coroas, o que não agradava aos portugueses, que acreditavam que o cenário poderia enfraquecer o país. Já para o Brasil, a união poderia prejudicar sua emancipação política, de modo que os brasileiros também não aceitaram a mudança. Assim, o poder iria para D. Miguel, irmão mais novo de Pedro.

D. Pedro I / Crédito: Divulgação

 

Conflitos 

A Inglaterra preocupava-se com a possibilidade de Pedro desistir de assumir o comando. Caso D. Miguel assumisse o trono, ocorreria uma aproximação do reino de Portugal com a Santa Aliança, acordo militar entre a Prússia, a Áustria e a Rússia, grandes potências europeias na época. Tal aproximação não agradaria os ingleses.

O ministro George Canning, secretário das Relações Exteriores do governo britânico, propôs que a sucessão monárquica recaísse sobre o Pedro. Outra sugestão era que um de seus filhos assumisse a coroa de Portugal.

D. João VI / Crédito: Divulgação

 

A decisão

D. Pedro acabou por abdicar o trono em maio de 1826, transferindo o poder para sua filha Maria da Glória. Ele determinou que a menina, uma criança de 7 anos na época, deveria se casar com D. Miguel quando atingisse a maioridade. Além disso, estabeleceu a condição de que seu irmão deveria aceitar uma Constituição para Portugal, criada por ele próprio.

Assim Miguel tornou-se regente de sua sobrinha, a qual foi para Viena, onde seria educada pela Corte. No entanto, Miguel acabou por anular a Constituição com apoio de sua mãe, Carlota Joaquina e rejeitou a sobrinha como rainha e como noiva.

Maria da Glória / Crédito: Wikimedia Commons

 

Em 7 de abril de 1831, D. Pedro I, por diversas complicações políticas no Brasil e em Portugal, deixou o trono brasileiro para o filho Pedro II, então com 6 anos, e voltou para Lisboa.

Lá, passou a combater o irmão com o objetivo de restaurar o trono para sua filha. Ele conseguiu vencer e no dia 20 setembro de 1834, Maria da Glória tornou-se rainha, tendo reinado até sua morte no ano de 1853.

Pedro morreu no dia 10 de setembro daquele ano, após meses lutando contra uma tuberculose.


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