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Dom Pedro II tinha um curioso hábito durante viagens

Alguns dos registros revelam que o imperador deixou seu rastro em países como Egito e Finlândia

Daniela Bazi Publicado em 06/07/2020, às 08h00

Pintura oficial de Dom Pedro II
Pintura oficial de Dom Pedro II - Wikimedia Commons

O mais jovem governante que o Brasil já teve, Dom Pedro II, foi um homem repleto de hábitos curiosos. Sendo o último imperador do país, o monarca se identificava muito com o lado intelectual, e era um grande amante das ciências, letras, e do conhecimento de novas culturas e tecnologias.

Devido essa paixão, Pedro II fez inúmeras viagens pelo Brasil e para o exterior, descrevendo minuciosamente os detalhes em seu diário. Segundo Miriam Dolhnikoff, professora do departamento de história da Universidade de São Paulo (USP): “As excursões brasileiras foram motivadas por questões políticas e pagas pela Casa Imperial. Já as internacionais foram meramente turísticas, mas bancadas tanto pelas finanças públicas quanto pelo próprio imperador”.

O historiador e autor do livro Dom Pedro II: a história não contada, Paulo Rezzutti, diz que  “Áreas como a ciência e a cultura eram especialmente caras para ele, bem como a preservação do passado. Ele ficava bravo quando ia ao Egito, país que adorava, e via que os monumentos históricos recebiam menos verba que as novas construções”.

Dom Pedro já teve passagens por lugares como Estados Unidos, Europa, Norte da África e Oriente Médio. O curioso, é que o Imperador do Brasil gostava de deixar seu registro aonde fosse.

Ele costumava grafitar em objetos por onde passava. Durante sua viagem ao Egito, escreveu seu próprio nome em três lugares diferentes: nas pedras do lado exterior e no sarcófago das Pirâmides de Quéops e em uma ruína próxima de seu acampamento.

Registro da pedra grafitada por Dom Pedro II / Créditos:  Tuomas Vitikainen

 

Em seu diário, escreveu sobre a experiência “Só se faz ideia da altura da grande pirâmide quando se observam os que por ela trepam e vá-se tornando cada vez mais pigmeus”. Sua outra inscrição registrada foi em uma rocha na cidade de Imatra, na Finlândia, durante sua visita em 1876.


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