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Dos relacionamentos à fortuna: a polêmica vida íntima de Fidel Castro

Questões sobre ano de nascimento, casos extraconjugais e número de filhos tornam a privacidade do líder comunista controversa

Isabela Barreiros Publicado em 30/09/2020, às 16h12

O revolucionário cubano Fidel Castro
O revolucionário cubano Fidel Castro - Getty Images

Fidel Castro foi uma das figuras mais importantes do século 20. Protagonista da Revolução Cubana, junto com Raul e Che Guevara, ele transformou o cenário político internacional ao instaurar um regime socialista em uma pequena ilha no Caribe, se tornando uma pedra no sapato dos Estados Unidos.

Como um nome essencial para a compreensão da história no geral, sua vida íntima começou a se tornar cada vez mais pública, quando começou a obter reconhecimento por suas ações em Cuba. Fatos sobre sua infância complicada, seus relacionamentos e o legado deixado após sua morte são expostos constantemente.

Crédito: Wikimedia Commons

 

Começo da vida

Quando pesquisadores começaram a investigar o começo da vida de Fidel, já encontraram muitas controvérsias: alguns dados simplesmente não batiam. Nascido no vilarejo cubano de Birán, provavelmente no dia 13 de agosto de 1926. A dúvida de alguns especialistas está no ano exato do nascimento.

O que consta oficialmente é que Castro veio ao mundo em 1926, no entanto, alguns estudiosos contestam essa afirmação. Segundo exposto no livro Fidel Castro Ruz: Um Estudo Psicanalítico, escrito por Mario Beira, é possível que ele tenha nascido em 1927. 

O pesquisador desenvolve a tese de que o pai de Fidel, Ángel Castro, alterou essa data para que ele pudesse pular um ano em seus estudos, e assim, cursar uma escola secundária.

Outra questão que também é peculiar do início da vida do futuro revolucionário é seu próprio nome. É possível perceber que até mesmo as questões primordiais do indivíduo podem ser consideradas complicadas. 

O cubano foi fruto de um relacionamento fora do casamento de Ángel. O imigrante espanhol teve um caso com Lina Ruz González, que na época trabalhava como empregada doméstica na casa, e, dessa relação vieram sete crianças.  

Por ser considerado um filho “ilegítimo”, devido ao relacionamento controverso de seus pais, passou por algumas mudanças de nome ao longo de sua vida, que resultaram em diferentes certidões de nascimento. A historiadora Cláudia Furiati foi responsável por investigar o caso em seu livro Fidel Castro: A História me Absolverá

Segundo ela, em 1935, Fidel foi registrado como Fidel Hipólito Ruz González; em 1938, Fidel Casiano Ruz González; e, finalmente, em 1941, Fidel Alejandro Castro Ruz, nome pelo qual é conhecido nos dias de hoje.

Relacionamentos

Assim como seus pais, Fidel também teve relacionamentos complicados. Pelo que se sabe com certeza, ele se casou duas vezes, mas também teve relações extraconjugais, que muitas vezes ficaram famosas.

Suas esposas foram Mirta Diaz-Balart, com quem teve seu primeiro filho, Fidel Ángel Castro Diaz-Balart. Depois, casou-se com Dalia Soto del Valle, em 1980. Com ela, teve mais cinco herdeiros, Alexis, Alexander, Antonio, Alejandro e Ángel. Ainda assim, não se sabe exatamente quantos filhos o comunista, de fato, teve. 

Fidel 'Fidelito' Castro Diaz-Balart / Crédito: Getty Images

 

Conforme investigou a jornalista estadunidense Ann Louise Bardach em seu livro Without Fidel (Sem Fidel, em tradução livre), é possível que ele tenha tido um total de 11 herdeiros, tanto dentro quanto fora de casamentos. Os nomes que não foram mencionados na lista provavelmente foram fruto de relacionamentos não duradouros.

Um dos casos fora do casamento mais conhecidos de Fidel foi o com Celia Sánchez, que rapidamente se tornou sua grande musa. Os dois mantiveram um relacionamento durante pelo menos 20 anos e o mais impressionante da história é que a mulher foi responsável por influenciar o revolucionário em muitas de suas decisões.

No livro Celia Sánchez: The Legend of Cuba’s Revolutionary Heart (Celia Sánchez: A Lenda do Coração Revolucionário de Cuba, em tradução livre), Rich Haney afirma que a atuação da moça nos primeiros passos da revolução foi mais decisiva até que a de Castro. Se não fossem por suas articulações, a guerrilha poderia ter permanecido isolada nas montanhas, o que causaria a derrota dos rebeldes.

Legado

Segundo a revista estadunidense Forbes, o líder cubano foi uma das pessoas mais ricas do mundo no ano de 1997. Incluído na lista desenvolvida anualmente pelo portal, em 2006, tinha uma fortuna avaliada em US$ 900 milhões, o que dá cerca de R$ 3,1 bilhões. Ele não apareceu mais no ranking da publicação depois disso. 

No entanto, isso ainda causou polêmica, principalmente quando Fidel questionou o que havia sido afirmado pela revista. Na época, ele se defendeu alegando que a avaliação era uma "mentira repugnante". A Forbes, eles se basearam em seu "poder econômico sobre uma rede de companhias de propriedade do Estado" para realizar tal classificação.


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