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Dos restos escondidos às joias perdidas: 5 episódios envolvendo a desgraça dos Romanov

O destino final dos corpos dos membros da dinastia permaneceu como uma incógnita durante anos

Isabela Barreiros Publicado em 02/10/2020, às 08h00

Família imperial Romanov em imagem colorizada
Família imperial Romanov em imagem colorizada - Divulgação/Klimbim

Na madrugada do dia 17 de julho de 1918, pouco mais de um ano após a Revolução Russa de 1917, a família Romanovfoi acordada às pressas pelo médico Dr. Eugene Botkin, a pedido do comandante da Casa da Proposta Especial, Yakov Yurovsky. Eles pensavam que seriam transferidos para um local seguro, mas a verdade era outra.

Naquela noite, em uma sala minúscula, os membros do czarismo foram executados a tiros pelo esquadrão da polícia secreta soviética. Estavam presentes o czar Nicolau II, sua esposa Alexandra e seus cinco filhos, Olga, Tatiana, Maria, Anastásia e Alexei. Todos eles encontraram um trágico fim, mas esse momento causou inúmeros mistérios que ainda estão sendo solucionados.

A seguir, confira 5 mistérios envolvendo os restos mortais dos Romanov:

1. Após o assassinato

Local de execução / Crédito: Getty Images

 

Logo após a execução da família imperial, os oficiais de Yakov Yurovsky levaram os cadáveres para serem enterrados em uma mina, na floresta Koptyaki, próxima do local. As roupas e joias foram retiradas dos corpos e ácido sulfúrico foi regado nos restos mortais: eles estavam prontos para serem colocados sob a terra.

No entanto, as covas eram muito rasas, o que fez com que eles decidissem enterrar os corpos em um novo local. Eles cavaram outros buracos para os membros da família em outra região, mas durante muito tempo não se soube exatamente onde estavam esses corpos: os bolcheviques nem ao menos declararam a execução de toda a família.


2. O local do enterro

Embora a população russa tivesse descoberto, afinal, que os Romanovforam assassinados pelos bolcheviques, não estava claro ainda onde os corpos haviam sido depositados. Foi apenas em 1970 que um pesquisador descobriu o local onde os restos mortais foram enterrados. 

Alexander Avdonin não conseguiu fazer muito com a informação durante o período em que a União Soviética ainda tinha grande poder. Em 1988, ele entrou com um pedido para  que o governo de Mikhail Gorbatchov finalmente investigasse a casa em que eles foram mantidos e a floresta da região. Em 1991, foram, finalmente, encontrados os restos mortais da dinastia Romanov.


3. Mistério ainda não resolvido

Embora o DNA dos esqueletos encontrados realmente batesse com o da família do czar, ainda estavam faltando alguns membros. Ou seja, o mistério dos restos mortais da dinastia ainda não havia sido totalmente solucionado. Na verdade, foi apenas há poucos anos que isso foi resolvido em 2007, quando uma equipe de buscas encontrou vestígios dos corpos restantes.

Tratavam-se dos ossos de Maria e Alexei. Acredita-se que eles tenham sido queimados e colocados em valas comuns, diferentemente do resto da família, com o intuito de despistar quem procurasse pelo destino final dos cadáveres dos Romanov. Isso funcionou durante um longo tempo.


4. Romanov perdida?

As irmãs Romanov /Crédito: Wikimedia Commons

 

Os mistérios envolvendo o paradeiros dos corpos da família imperial russa alimentaram inúmeras fantasias ao longo de muitos anos no país. Muitos começaram a questionar se, de fato, todos os membros haviam sido executados naquela madrugada de 1918. A história mais difundida foi a de que, talvez, Anastásiativesse sobrevivido àquele dia.

Nesse caso, Anna Tchaikovsky ficou conhecida por afirmar ser a princesa perdida em questão. No entanto, sua versão foi desmentida tanto por testes de DNA, que foram comparados com os dos corpos encontrados anteriormente, quanto Olga Alexandrovna, tia de Anastásia, a visitou e disse que aquela não era a sua sobrinha.


5. O tesouro nunca encontrado

Joias encontradas da família Romanov / Crédito: Domínio Público

 

Como eram uma família imperial, os Romanov possuíam uma riqueza enorme. O destino dela, porém, não é conhecido até os dias de hoje, continuando um mistério que persiste desde o dia da execução do czar, sua esposa e filhos. Em 1933, parte da fortuna avaliada em US$ 60 bilhões foi descoberta em posse de russos que haviam invadido o Palácio de Alexandre.

No entanto, ainda faltavam muitos itens valiosos. Jornalistas do The Siberian Times revelaram, em 2017, documentos que mostravam possíveis locais para o esconderijo do tesouro. Mesmo com essa descoberta, ainda não foi possível identificar o restante da fortuna dos Romanov.


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