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Drogas, depressão e controvérsias: há 26 anos, Kurt Cobain tirava a própria vida

O vocalista da banda Nirvana cometeu suicídio em 1994. No entanto, um documentário lançado em 2015 tenta provar o contrário

Redação Publicado em 05/04/2020, às 00h29

Kurt Cobain
Kurt Cobain - Getty Images

Em 8 de abril de 1994, Gary Smith, funcionário da companhia VEC Electric havia sido chamado para instalar uma iluminação noturna de segurança na casa de Kurt Cobain, vocalista da banda Nirvana. Ao entrar na residência, Gary não imaginou que seria surpreendido com uma cena trágica.

Na estufa, o funcionário encontrou Cobain deitado no chão. Inicialmente, pensou que o astro estava dormindo. Entretanto, a espingarda em cima do corpo e o sangue espalhado no chão logo confirmaram o inevitável: um dos cantores mais emblemáticos do rock'n'roll havia falecido.

Segundo a perícia, Cobain cometeu suicídio ao apontar a arma para sua cabeça no dia 5 de abril de 1994 e seu corpo ficou exposto durante dois dias. Além disso, o cantor deixou uma carta de despedida presa num vaso de flores que estava ao seu lado.

Antes mesmo de ser considerado um dos maiores nomes do rock, Kurt já apresentava sinais de depressão. O vício em drogas e a carta de suicídio, escrita à mão, confirmam o laudo da perícia em 1994. Antes disso, durante a turnê da Nirvana na Europa em 1991, o cantor descobriu um problema estomacal que o fez perder a cabeça – além da sua luta contra os transtornos bipolares.

26 anos após o trágico episódio, algumas dúvidas ainda são alvo de teorias da conspiração. No documentário Soaked In Bleach (2015), dirigido por Benjamin Statler, o ex-detetive Tom Grant, na época contratado por Courtney Love para procurar Kurt - que havia fugido de um centro de reabilitação alguns dias antes de Gary encontrá-lo sem vida - revela algumas teorias. 

Impressões digitais

A investigação concluiu que não foram encontradas impressões digitais na arma utilizada por Kurt - e muito menos nas balas. Uma vez que o cadáver não foi encontrado com luvas, e o objeto era segurado pelo cantor, os peritos deveriam ter encontrado as impressões.

Heroína

Grant explicou que com a grande quantidade de heroína encontrada no sangue de Kurt (1,52 miligrama por litro) ele não seria capaz de puxar o gatilho da arma - a dose seria letal. No entanto, um estudo realizado pela revista Dateline indicou a possibilidade do próprio vício ter provocado uma tolerância à droga.

Cartão de crédito

A cena do crime / Crédito: Divulgação

 

 

As investigações também identificaram que no dia 6 de abril foram realizadas duas transações no cartão de crédito de Cobain. Ou seja, um dia depois do cantor ter cometido suicídio, uma segunda pessoa havia utilizado o seu cartão.

Divórcio

Cobain ao lado de Courtney Love / Crédito: Divulgação

 

 

O ex-detetive também revelou que Kurt havia pedido alterações em seu testamento. Courtney Love, esposa do cantor, seria excluída do espólio. Isso porque o casamento não ia bem e Cobain queria o divórcio. Grant acredita que Love teria envolvimento com o possível homicídio. Entretanto, ela nunca interferiu nas investigações da polícia ou do próprio profissional contratado por ela.

Carta de suicídio

A carta de suícidio / Crédito: Wikimedia Commons

 

 

Grant explica que a primeira parte da carta foi escrita por Kurt. No entanto, ele teria apenas anunciado as suas intenções de deixar Courtney e o mundo da música. Por outro lado, os últimos parágrafos, que indicavam o suicídio, teriam sido redigidos por outra pessoa. Já a investigação da Dateline NBC concluiu que o bilhete foi escrito apenas pelo cantor.

Courtney Love tentou impedir a exibição de Soaked In Bleach. Os advogados da cantora enviaram uma carta para os principais cinemas dos EUA. “Essa carta deve servir como aviso de que o filme traz um retrato falso da senhora Cobain e tem declarações difamatórias. Estamos pedindo que você desista imediatamente de infringir os direitos de Courtney de qualquer maneira, incluindo, mas não apenas limitando, a desistência total da exibição e promoção do filme.”


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