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Drogas e traições: o relacionamento explosivo de Amy Winehouse e Blake Fielder-Civil

O homem responsável por introduzir a cantora nas drogas chegou a solicitar uma pensão para os familiares — sendo negado

Wallacy Ferrari Publicado em 20/10/2020, às 16h16

Blake e Amy poucos momentos antes de beijo
Blake e Amy poucos momentos antes de beijo - Getty Images

Com um vocal poderoso e com um estilo único, Amy Winehouse foi responsável por reacender a cena do soul feminino no Reino Unido no início do século 21, sendo uma das artistas revelação em 2003 após o lançamento do disco ‘Frank’. No álbum seguinte, ‘Back to Black’, conseguiu ir ainda mais longe com o sucesso comercial.

Com vários hits emplacados ao redor do mundo — incluindo ‘Rehab’, que posteriormente foi considerada a música mais influente da década pelo jornal britânico The Telegraph — o auge da cantora foi mesclado com uma imagem negativa de desestabilidade emocional com o uso de drogas e, principalmente, seu comentado relacionamento com Blake Fielder-Civil.

Nascido no pequeno condado de Northamptonshire em 16 de abril de 1982, Blake passou a vida trabalhando em empregos de pouca capacitação, principalmente em casas noturnas. Também conheceu Amy em uma; ambos se viram pela primeira vez no pub The Good Mixer, em 2005 — com Blake escondendo que tinha uma namorada.

Amy Winehouse no palco / Crédito: Wikimedia Commons

 

Clima caótico

Com apenas um mês de namoro, Amy tatuou o nome de Blake em cima do seio esquerdo, sobre o coração. Blake foi mais discreto, tatuando o nome atrás das orelhas. Ficaram juntos de maneira oculta da imprensa durante dois anos, justamente quando Amy iniciava a divulgação internacional do segundo álbum. Casaram em 2007 numa cerimônia que custou apenas 65 euros, com uma aliança comprada na loja de departamentos Tiffany.

Conforme apresentado no documentário Amy, Apesar da simplicidade pública, a vida íntima era regada pelo ciúme de Blake que, ao oposto da cantora, era quem realmente traía; poucas semanas após a cerimônia, ambos apareceram em público com diversos hematomas e cicatrizes sangrentas, ao sair do Sanderson Hotel. 

Também foi Blake quem apresentou as drogas para a companheira, fazendo uso de diversas substâncias químicas combinadas com álcool e remédios prescritos. Porém, quando acusado publicamente, Amy, sempre fez questão de defender o companheiro: “Eu o perdi e ele me salvou”, disse ao jornalista de fofocas Perez Hilton. Apesar do término definitivo em 2009 — após Amy descobrir uma nova traição após reatar — as visitas de ambos eram frequentes.

Blake em entrevista na ITV em 2018 / Crédito: Divulgação/YouTube/Good Morning Britain/11.12.2018

 

Após a morte

Em 23 de julho de 2011, Blake foi surpreendido com a notícia de que Amy havia sido encontrada sem vida pelo segurança no apartamento em Londres. Mesmo sem consumir uma quantia que resultaria em overdose, o consumo abusivo de álcool feito na noite de seu colapso resultou em uma intoxicação, levando Amy a óbito aos 27 anos de idade.

"Eu não matei minha ex-mulher", revelou o companheiro em entrevista ao The Sun. "Eu apresentei drogas a ela, mas me senti aliviado quando descobri que não havia drogas no organismo dela quando ela morreu".

Desde então, a família Winehouse declara guerra aos insultos que Blake atribuiu ao pai de Amy, Mitchell, e as tentativas de colocar as mãos na milionária fortuna deixada pela artista. Em junho de 2019, após recorrer em diversas instâncias, Blake perdeu o processo que pedia 1 milhão de euros para a família, além de ter uma pensão negada pelos “danos causados”.

Sem a facilidade para arranjar emprego na Inglaterra — tanto por ter sido amplamente propagado pelo culpado na morte de Amy como pela imagem negativa — o ex-assistente de vídeo já tentou vender imagens e composições inéditas da cantora para jornais, mas esbarra com bloqueios da família.


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