Matérias » Pré-história

Dunkleosteus: os peixes que eram mais fatais que tubarões há 400 milhões de anos

Em 2017, pesquisadores revelaram que esse peixe foi um dos maiores predadores marinhos da pré-história, tendo uma mordida que poderia chegar a ser 10 mil vezes mais forte do que a de um tubarão-branco

Giovanna de Matteo Publicado em 26/08/2020, às 17h34

Reprodução e comparação de tamanho entre um humano, um tubarão-branco e um peixe Dunkleosteus terrelli
Reprodução e comparação de tamanho entre um humano, um tubarão-branco e um peixe Dunkleosteus terrelli - Wikimedia Commons

O Dunkleosteus terrelli foi um predador dominante. Esse peixe pré-histórico pesava 4000 kg e tinha 10 metros de comprimento, porém, até então, não se sabia que ele também teria uma mordida tão forte que era capaz de exercer uma pressão equivalente ao peso de mais de 5.500 mil kg com a sua "super-mandíbula". Esse estudo foi publicado no "Biology Letters", da Royal Society, a academia real de ciências do Reino Unido em 2017.

Reprodução digital do Dunkleosteus / Wikimedia Commons

 

Impressionados com a pesquisa britânica, cientistas do Museu Field, nos Estados Unidos, reconstruíram, a partir de um crânio fossilizado, um peixe Dunkleosteus biomecânico, com o objetivo de descobrir como um peixe tão pesado era capaz de abocanhar suas presas com tanta velocidade e impacto - chegando a ser tão forte quanto a de um tiranossauro.

"A parte mais interessante desse trabalho de pesquisa foi a descoberta de que esse peixe de couraça pesada pudesse ter sido tão veloz durante a abertura da mandíbula e tão poderoso na hora de fechá-la", afirmou Mark Westneat, um dos autores do estudo.

O resultado desse experimento compreendeu que o desenho do crânio desse peixe era exclusivo e único, dando à ele a possibilidade de usar e mexer diferentes músculos para abrir e fechar a boca. Essas características  fizeram dele um dos primeiros grandes predadores vertebrados já registrados até hoje.

O animal

Ele possuía um mecanismo de ligação específico para a abertura da mandíbula, que se conectava com o crânio, o escudo torácico, a mandíbula inferior e os músculos bucais, todos unidos por articulações móveis. Em comparação com um tubarão-branco, o Dunkleosteus desenvolveu mandíbulas capazes de devorar presas maiores do que seu tamanho, 100 milhões de anos antes do primeiro aparecimento dessas "super mandíbulas" nos tubarões atuais.

Crânio fossilizado do peixe Dunkleosteus terrelli / Wikimedia Commons

 

"O Dunkleosteus era capaz de devorar qualquer coisa em seu ambiente", disse Philip Anderson, da Universidade de Chicago". Na água, o Dunkleosteus terrelli produzia uma força de sucção tão alta, que era capaz de puxar e sugar as presas para dentro de sua boca, independente do tamanho delas.

Fósseis desse animal foram revelados na Europa e norte de África, e provavelmente habitava águas costeiras. Essa distribuição geográfica indica que esse animal estaria no topo da cadeia alimentar daquela época.


+Saiba mais sobre o reino animal por meio de grandes obras disponíveis na Amazon:

Ocean: A Visual Encyclopedia, de DK Publishing (2015) - https://amzn.to/31L941I

Animals: A Visual Encyclopedia, de DK Publishing (2012) - https://amzn.to/33TNk6r

Life Lessons from the Heart of Horses: How Horses Teach Us About Relationships and Healing, de Kathy Pike (2021) - https://amzn.to/31JdYMA

Animal Kingdom: A Collection of Portraits, de Randal Ford (2018) - https://amzn.to/33QdKWN

Vale lembrar que os preços e a quantidade disponível dos produtos condizem com os da data da publicação deste post. Além disso, a Aventuras na História pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação pelos links nesta página.

Aproveite Frete GRÁTIS, rápido e ilimitado com Amazon Prime: https://amzn.to/2w5nJJp 

Amazon Music Unlimited – Experimente 30 dias grátis: https://amzn.to/2yiDA7W