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Matérias / Personagem

Eleven da 'vida real'? A mulher que se dizia paranormal e virou cobaia

Assim como a personagem de 'Stranger Things', Ninel Kulagina foi massivamente analisada, contudo, seus 'poderes' nunca foram confirmados

Wallacy Ferrari Publicado em 30/05/2022, às 14h25 - Atualizado às 20h15

Montagem de Ninel com Millie Bobby Brown caracterizada no seriado 'Stranger Things' - Wikimedia Commons / James A. Conrad - Divulgação / Netflix
Montagem de Ninel com Millie Bobby Brown caracterizada no seriado 'Stranger Things' - Wikimedia Commons / James A. Conrad - Divulgação / Netflix

Poderes sobrenaturais sempre fizeram parte de obras de ficção ao serem integrados como característica central de personagens, desde quadrinhos de super-heróis até produções hollywoodianas no cinema. No seriado 'Stranger Things', não teria sido diferente.

Com seu quarto volume lançado na última sexta-feira, 27, a produção da Netflix conta com a protagonista Eleven como a representante sobrenatural entre os personagens infantis, contando com habilidades telecinéticas.

Desenvolvendo a mente como ferramenta de intervenção física, a personagem interpretada pela atriz Millie Bobby Brown é capaz de levitar objetos, movê-los de um lado para outro sem sequer tocá-los e ainda consegue manipulá-los com destreza à distância, obtendo êxito ao trancar uma porta com o poder da mente.

Millie Bobby Brown caracterizada como Eleven em 'Stranger Things' / Crédito: Divulgação / Netflix

Um caso 'semelhante' chamou atenção durante a Guerra Fria, quando a jovem Ninel Kulagina, que alegava ter poderes de telecinese, passou a ser estudada por pesquisadores soviéticos.

Dizia ser paranormal

De acordo com a revista Mundo Estranho, os dois países que protagonizavam a Guerra Fria — EUA e URSS — não apenas avançavam em pesquisas que marcaram a história da humanidade, como nas corridas espaciais e em descobertas que aceleraram o ramo da telecomunicação.

Por outro lado, outras pesquisas não obtiveram o mesmo êxito, como os estudos de paranormalidade, que visavam encontrar formas de obter vantagens através da telepatia, ou seja, comunicação pelo poder da mente, e da telecinese, movimentando coisas sem tocá-las.

Dessa, forma, Ninel Kulagina se tornou um alvo; Nascida em 1964 em São Petesburgo, ela se tornou dona de casa após ser ferida no estômago enquanto servia como técnica de rádio na Segunda Guerra Mundial. Seus poderes, no entanto, se tornariam registrados por estudiosos a partir de seus 33 anos.

De acordo com ela, notou objetos se movendo estranhamente durante toda a vida, principalmente quando ficava brava. Ao notar a constância nas ocasiões específicas de irritação, teria aprendido controlar a telecinesia ao se concentrar, mas relatava dores na cabeça e coluna como efeitos colaterais das tentativas.

Ao ser descoberta, foi avaliada ao longo de três décadas por mais de 30 cientistas soviéticos. Vários deles registraram suas demonstrações em vídeo, compactuando com a teoria de que ela obtinha tais poderes e compartilhando as gravações com pesquisadores de todo o mundo.

Por outro lado...

Por outro lado, os mais céticos contestavam as gravações, incluindo o lendário desmascarador de charlatões, James Randi, que argumentou que, dada a qualidade das filmagens, nada confirmava que o ambiente era controlado, sendo facilmente manipulável com fios de nylon ou imãs.

Assim, registros que mostraram a jovem manipulando bússolas que giravam ou até mesmo caixas sendo movidas, não passavam de uma farsa. 

Outros argumentavam que Ninel poderia ser parte de propaganda soviética para amedrontar os Estados Unidos, de forma a apresentar pesquisas avançadas na área. Tais argumentos, inclusive, incomodaram a mulher em 1987, que processou uma revista norte-americana e venceu, tendo pesquisadores como testemunhas de seus atos sobrenaturais.

As comprovações partindo de pesquisadores da comunidade internacional nunca vieram a ocorrer, com Ninel falecendo em 1990, aos 64 anos, vítima de um infarto fulminante. Assim como a mulher, a União Soviética teve seu fim no ano seguinte, sem nunca deixar claro quais foram os resultados obtidos nas análises.


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