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Elvis no Exército: Há 61 anos, o rei do rock era recrutado para o serviço militar

O astro passou 18 meses servindo a força armada americana, deixando a carreira num hiato — e conhecendo as anfetaminas

André Barcinski e Vitor Lima Publicado em 24/03/2019, às 09h00

Um episódio pouco conhecido
Reprodução

No dia 24 de março de 1958, Elvis Aron Presley (1935 - 1977) trocou o figurino rockabilly pelo uniforme do exército americano. Recrutado, ele não serviu nas forças especiais, onde teria apenas que animar as tropas com as suas canções. O astro do rock passou pelos mesmos perrengues de um soldado comum durante dois anos.

Era uma jogada publicitária. Seu empresário, Tom Parker, incentivou-o a ir. Antes, porém, fez com que o cantor deixasse gravados vários compactos. Parker recusou qualquer tipo de tratamento especial a Elvis, com a certeza de que isso seria ótimo para a imagem do cantor. E foi.

O ícone pop realizando exames após ser recrutado Reprodução

Depois de passar pelo treinamento no Texas, Elvis foi para uma base militar na Alemanha, onde ficou 18 meses. Lá, cumpriu funções normais dos soldados, como fazer exercícios e montar guarda nos portões da base. Durante esse tempo, não cantou em público, mas participou de dezenas de sessões de fotos para mostrar como era sua vida de militar.

Sem tratamento especial pra Elvis Reprodução

No auge da Guerra Fria, Elvis foi o melhor garoto-propaganda com que o exército americano poderia ter sonhado. O afastamento não diminuiu o interesse por suas músicas, pelo contrário. Mesmo com ele ausente, a sua gravadora, a RCA lançou vários compactos de sucesso, como Wear my Ring Around your Neck, Hard Headed Woman,One Night e A Big Hunk o’Love.

No quartel, Elvis conheceu as drogas que, duas décadas depois, seriam seu fim. Introduzido por um sargento que recomendava pílulas de anfetaminas aos soldados para mantê-los atentos e eficientes nos exercícios, ele iniciou uma longa dependência química.

Na Europa, em sua temporada final Reprodução

Lá ele também dirigiu o jipe do comandante e se tornou batedor de patrulha, ficando em posição de combate. Em 1960, Elvis foi enviado de volta aos Estados Unidos. Dispensado, retomou sua carreira pesando 77 kg - seu menor peso quando adulto. Ele não fazia segredo do vício em anfetaminas e começou a recomendar as pílulas para amigos e músicos de sua banda. 

Voltou também com outra novidade. No final de sua temporada na Europa, Elvis conheceu a adolescente Priscilla Beaulieu, com quem iniciou um romance. Ela tinha 14 anos de idade. Casariam-se em 1967, e não seria uma relação feliz.

A fase roqueira, rebelde (mesmo se só na atitude), ficaria para o passado.