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Encontrado no mar da Noruega: A dura história que envolve a morte de uma criança no Canal da Mancha

No final de 2020, uma família do Oriente Médio tentava chegar ao Reino Unido, mas, um terrível acidente interrompeu o percurso

Penélope Coelho Publicado em 10/06/2021, às 14h51

Fotografia de Artin
Fotografia de Artin - Divulgação/Arquivo pessoal

Na última segunda-feira, 7, a BBC realizou uma publicação reportando o triste caso envolvendo a morte de um bebê de 15 meses e de outros quatro familiares do menino, que faleceram após um acidente de barco, no dia 27 de outubro do ano passado.

O caso só veio à tona recentemente, quando a polícia da Noruega revelou que identificou o cadáver de uma criança, que foi encontrado por dois policiais no ano novo. O corpo estava perto da comuna norueguesa de Karmoy. 

De qualquer forma, esse caso já carrega em si uma tragédia irreparável, contudo, os motivos por trás do ocorrido revelam um problema ainda maior.

Tentativa de sair do país 

De acordo com a publicação, o menino que foi encontrado morto era Artin, um bebê de pouco mais de um ano, descrito pelos familiares como um garotinho “muito feliz”.

Ele fazia parte de uma família curda-iraniana, que morava perto da fronteira com o Iraque. Os parentes estavam tentando sair do Irã em decorrência dos conflitos na região, além da perseguição política e também pelas difíceis condições econômicas do local.

A família tinha como objetivo se refugiar no Reino Unido, por isso, em outubro de 2020, decidiram se arriscar em uma travessia ilegal e seguiram no caminho a partir da França, em busca de melhores condições de vida.

Contudo, os familiares jamais conseguiram concluir tal objetivo, já que o barco em que estavam afundou no Canal da Mancha. Além de Artin, outros quatro membros de sua família também faleceram no incidente: Rasoul Iran-Nejad, de 35 anos; Shiva Mohammad Panahi, 35, Anita, de nove anos, e Armin, de seis.

A problemática 

Recentemente, o corpo do bebê foi levado de volta para o Irã para ser enterrado, enquanto o caso do naufrágio continua sendo investigado pelas autoridades, que procuram entender os motivos do ocorrido.

Fotografia de famílias de refugiados do Iraque e do Irã acampam em um prédio industrial abandonado, em Dunquerque, na França / Crédito: Getty Images 

 

A morte do pequeno Artin e de outros quatro membros de sua família traz à tona mais uma vez um dos problemas mais discutidos do século 21. Sabe-se que todos os anos, milhares de refugiados optam por correr riscos em travessias ilegais nas mãos de contrabandistas, para encontrarem melhores condições em outras nações, já que em seu país de origem, a situação pode chegar a ser insustentável.

De acordo com a publicação, a família da criança — do grupo étnico de origem curda — não é nem de longe a única que enfrentou essa situação de conflito e intolerância em seu território recentemente.

Atualmente, cerca de 35 milhões de curdos habitam a região de montanhas que faz fronteira com países como a Turquia, Iraque, Síria, Irã e Armênia. Mesmo sendo o quarto maior grupo étnico do Oriente Médio, eles nunca tiveram oficialmente um Estado-nação decretado, enfrentando inúmeras dificuldades. 


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