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Enigma de 47 anos: Lester Eubanks, o homem que escapou do corredor da morte e enganou a polícia

Condenado pelo assassinato de uma jovem de 14 anos, Eubanks teve sua história retratada em Mistérios sem Solução, da Netflix

Fabio Previdelli Publicado em 21/10/2020, às 17h19

Mugshot de Lester Eubanks
Mugshot de Lester Eubanks - Divulgação/ Netflix

Em 1973, o assassino condenado Lester Eubanks conseguiu fugir da prisão. Encarando uma pena perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, ele havia sido preso em 1966 e tido como um presidiário modelo por cerca de sete anos.

Seu bom comportamento, inclusive, rendeu o direito de deixar a Penitenciária do Estado de Ohio por um dia, e ir até um shopping local para realizar compras de Natal.  

Porém, como muitos devem imaginar, um shopping em plena temporada de compras é um cenário ideal para uma possível fuga — e foi isso que aconteceu. Ele havia combinado de se encontrar em um horário e local específico perto do shopping quando terminasse. Em vez disso, ele desapareceu e não é visto há quase meio século. 

Sua história é contada no Volume 2 da primeira temporada de Mistérios sem Solução, que estreou essa semana na Netflix. 

A ficha de Lester Eubanks 

Lester Eubanks foi preso, em primeiro lugar, por tentar estuprar uma garota de 14 anos antes de matá-la com um tiro — e, depois, espancá-la com um tijolo até deixá-la completamente desfigurada. Seu desaparecimento atormenta as autoridades e a família da vítima há décadas. 

Cena de Mistérios sem Solução/ Crédito: Divulgação/ Netflix

 

Na época em que Eubanks assassinou Mary Ellen Deener, ele já havia cometido uma série de crimes sexuais. Mas o ataque a Deener, em 14 de novembro de 1965, foi o que o levou à prisão. Naquele dia, a garota e sua irmã mais nova, Brenda Sue, de 12 anos, estavam lavando roupa. Sem troco, Deener foi até outra lavanderia pegar outras moedas.

Tragicamente, em vez disso, ela encontrou Eubanks. A jovem lutou corajosamente e frustrou seu ataque sexual violento, mas isso apenas o enfureceu. Assim, o assassino atirou duas vezes na jovem e depois bateu nela com um tijolo. Encontrada, a família de Deener foi naturalmente consumida por uma dor insuportável.  

Eubanks confessou o assassinato no dia seguinte, depois que as autoridades locais o colocaram sob prisão. Depois de ser acusado de assassinato em primeiro grau, enquanto cometia estupro, ele tentou alegar insanidade — sem sucesso. Em 25 de maio de 1966, um júri o considerou culpado e o condenou à morte. 

Foto de Mary Ellen Deener / Crédito: Divulgação/ Netflix

 

Posteriormente, sua sentença foi comutada para prisão perpétua sem liberdade condicional. Isso aconteceu em 1972, quando uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos considerou a pena de morte inconstitucional. No ano seguinte, ele escapou. 

A fuga 

Durante os sete anos em que Lester Eubanks esteve na prisão, ele agiu como um prisioneiro modelo. O preso foi até mesmo perfilado, em 1972, enquanto ainda estava no corredor da morte, pelo jornal The Columbus Dispatch, em um artigo sobre artistas encarcerados. A publicação o considerou “o melhor dos pintores do corredor da morte”. 

Eubanks era tão educado que se tornou um interno de honra na instalação, o que rendeu certos privilégios: como uma sessão de compras no Great Southern Shopping Center, em 7 de dezembro de 1973. 

Embora o Departamento de Correções de Ohio imediatamente listasse Eubanks como fugitivo, levaria décadas para que as autoridades federais fizessem o mesmo. Ficou claro para o vice-marechal dos Estados Unidos, David Siler, que começou a trabalhar no caso em 2016, que Eubanks havia planejado sua fuga da justiça o tempo todo. 

E então, no início da década de 1990, a investigação começou a aumentar quando um jovem policial chamou a atenção do público para o caso. 

Possível paradeiro 

Nos anos 1990, as investigações foram retomadas quando John Arcudi, um policial que estava no colégio quando Deener foi morta, virou chefe do Departamento de Detetives do Departamento de Polícia de Mansfield. Na ocasião, ele descobriu que Eubanks não foi listado como procurado pelo National Crime Information Center — o que o possibilitava de cometer outra infração menor sem ser identificado como um fugitivo.  

Com o andamento das investigações, começou a suspeita de que Lester Eubanks poderia estar usando o pseudônimo de Victor Young. Seguindo pistas de uma fonte anônima, a equipe de investigadores investigou uma fábrica de colchões em Gardena, Califórnia, onde uma fonte anônima disse que Eubanks trabalhava. 

Foto de Lester Eubanks / Crédito: Divulgação/ Netflix

 

A promissora pista de Gardena terminou com a notícia de que seu suspeito havia largado o emprego e desaparecido. “Acho que provavelmente estávamos bem próximos de Lester em algum momento, mas as dicas e a tecnologia não permitiram que pudéssemos chegar perto o suficiente”, disse Tim Conner, um dos investigadores do caso. “Ele é muito astuto; ele não é um cara burro. Ele tem evitado as autoridades por mais de quarenta anos”. 

Os investigadores acreditam que Eubanks, provavelmente, está sendo involuntariamente protegido por pessoas que nem mesmo sabem quem ele é. Nessa altura, o criminoso condenado já deve ter tido filhos e pode até mesmo ser avô. 


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