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Eric O'Neill, o agente do FBI que capturou o primeiro espião cibernético dos EUA

O'Neill foi responsável pela prisão de um dos maiores traidores do país, Robert Hanssen

Giovanna Gomes Publicado em 21/02/2021, às 08h00

O agente Eric O'Neill
O agente Eric O'Neill - Wikimedia Commons

A tarefa de um espião é, no mínimo, complicada e geralmente envolve informações sigilosas. No caso de Eric O'Neill, tudo começou de repente quando, aos 22 anos de idade, foi recrutado pelo FBI em Washington.

Em 1973, os computadores eram diferentes dos que conhecemos hoje em dia, além de que era uma tecnologia ainda não muito popularizada. Mas O’Neill sabia como funcionavam as máquinas, fator que determinou seu recrutamento.

Segundo informações do El País, de início, ele participou de uma missão que capturou o ex-agente Earl Edwain Pitts, que foi condenado por servir à Rússia. A partir de então, utilizando o codinome Homem Lobo, o mais novo membro do FBI passou a seguir demais suspeitos.

Contudo, foi ao final daquela década que veio sua grande tarefa: deter um agente considerado traidor: Robert Hanssen. Ele era membro do grupo conservador católico Opus Dei, e o primeiro espião cibernético dos EUA.

Robert Hanssen - Crédito: Divulgação/FBI

 

A missão

O’Neill foi nomeado assistente pessoal do suspeito, que era chefe supervisor da segurança informática. Entretanto, foi apenas no ano de 2001 que a equipe começou a chegar perto de se obter provas contra Robert.

Perceberam, por exemplo, objetos suspeitos em seu carro, fita adesiva e material impermeável para embrulho. Logo concluíram que ele estaria se preparando para realizar uma entrega.

Os agentes possuíam uma agenda pessoal digital, a PDA, que guardava inúmeras informações secretas. Para conseguir provas de que Hanssen era um traidor, era preciso ter acesso à PDA dele.

Certa vez, um superior convidou o agente suspeito para praticar tiro e este, por descuido, acabou por deixar o aparelho em sua maleta em seu escritório. Foi então que O'Neill viu sua chance.

Ele pegou o objeto e o levou para os colegas, que clonaram as informações, uma vez que estavam criptografadas e seria necessário um tempo maior para decodificá-las.

O agente O'Neill - Crédito: Divulgação/Acronis

 

Rapidamente O'Neill devolveu a PDA à maleta, não se recordando bem em qual parte estava a agenda antes de retirá-la. Ao retornar para sua sala, Hanssen desconfiou do agente, mas não a ponto de desistir de sua entrega.

O plano para capturar o espião

Com os arquivos da PDA, a equipe do FBI descobriu informações confidenciais acerca do arsenal nuclear dos EUA, além de comunicações com agentes russos. O aparelho possibilitou também que os agentes descobrissem a data e a hora da entrega. Então no dia 18 de fevereiro de 2001, às 20h30 todos se atentaram para o suspeito no parque Foxtone, no estado da Virgínia. 

“Era um dia cinza e frio. Hanssen tinha passado o dia com sua família e seu amigo JackHoschouer. Levou-o ao aeroporto e se despediu dele. [...] Quando retornou, pegou os arquivos envoltos em material impermeável e foi para uma ponte de madeira do parque, deixou o pacote num dos pilares sob a estrutura, retornou à trilha e sorriu." Foi então que surgiu a equipe do FBI apontando armas na direção do traidor.

Hoje Eric possui sua própria empresa de investigação - Crédito: Divulgação

 

Descobriu-se então que, além de ter se voltado contra a nação americana, tendo vendido informações à Rússia por mais de 20 anos, Robert Hanssen gravava as relações sexuais que tinha com sua esposa e as compartilhava com Hoschouer, além de que detalhava sua vida sexual em chats na internet.

Também foi descoberto que ele se encontrou por diversas vezes com uma dançarina de um clube de stripper, a quem deu presentes luxuosos como uma Mercedes antes de deixá-la pouco antes de sua prisão.

Após concluído o caso de longa data, Eric O’Neill deixou o FBI e fundou sua própria empresa de investigação e segurança, a Georgetown.


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