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Escritor Paulo Rezzutti é eleito membro correspondente do Instituto Histórico de Petrópolis

Em entrevista exclusiva para o Aventuras na História, o pesquisador deu detalhes sobre a titulação. Confira!

Penélope Coelho Publicado em 05/08/2021, às 14h35

Fotografia de Paulo Rezzutti ao lado de uma foto do Museu Imperial de Petrópolis
Fotografia de Paulo Rezzutti ao lado de uma foto do Museu Imperial de Petrópolis - Divulgação/Arquivo pessoal / Divulgação/Oscar liberal

Ao longo de uma carreira consolidada como pesquisador e escritor, Paulo Marcelo Rezzutti, se tornou referência quando o assunto é história da família imperial do Brasil. Com sete obras publicadas, em sua maioria sobre o assunto, recentemente o autor recebeu mais uma honraria por seu trabalho na literatura brasileira.

No último dia 12 de julho, Rezzutti tomou posse como membro correspondente do Instituto Histórico de Petrópolis, no Rio de Janeiro. A instituição tem como objetivo preservar a memória da cidade, velar tradições, realizar estudos e pesquisas sobre a região.

Depois de receber outros dois títulos — um no Instituto Histórico Geográfico de São Paulo e o outro em Campos, no Rio de Janeiro, também como correspondente — Paulo agora tem um novo desafio como membro correspondente da histórica cidade de Petrópolis, na região serrana do RJ.

Em entrevista exclusiva para o site Aventuras na História, o escritor deu detalhes dessa nova etapa.

Paulo Rezzutti em Petrópolis, em fotografia tirada na varanda da casa da Princesa Isabel / Crédito: Divulgação/Arquivo Pessoal

 

Um amor antigo

Para entender a titulação de Paulo, é necessário recordar a história do autor com a cidade planejada na época de Dom Pedro II. Em seu discurso de posse, o pesquisador relembrou o início dessa relação.

Na infância, Rezzutti era apaixonado pela história dos Romanov, quando descobriu na escola a tal cidade irmã de São Petersburgo, Petrópolis, e um novo mundo se abriu para ele.

“Essa curiosidade foi crescendo cada vez mais [...] é uma relação bastante forte por tudo que representa a parte histórica”, afirmou.

Na conversa, o autor nos conta que só conheceu o município carioca muitos anos depois, como consequência de seu trabalho, aproximadamente no ano de 2012.

Fotografia da cidade de Petrópolis em 1889 / Crédito: Divulgação / Marc Ferrez - LAGO, Pedro Correa do. Coleção Princesa Isabel

 

A titulação 

Paulo revela que justamente por sua relação com Petrópolis decidiu mandar seu currículo para se inscrever na votação do Instituto Histórico da cidade.

“Foi analisado e a proposta foi aceita. Três pessoas já membros do instituto me indicaram. É realizada uma votação interna entre eles”, explica o escritor.

Ao receber o resultado positivo e tomar posse, o autor afirma que ficou muito emocionado: “Infelizmente [o evento] foi online por causa da pandemia, mas, foi muito emocionante”. 

Rezzutti acredita que a escolha de seu nome foi uma consequência de seu trabalho, contudo, o escritor destaca uma obra em especial que pode ter contribuído para sua eleição.

“Foi um conjunto da obra, mas, eu acho que o Dom Pedro II — que foi o último livro — pode ter ajudado também. Boa parte do cenário dele é Petrópolis, inclusive é onde ele estava quando sabe do golpe do no 15 de novembro. Eu tento trazer essa imagem dessa cidade desde a criação dela na época do Dom Pedro II, até esses últimos momentos que tem tudo a ver com ele”, afirmou.

O autor ressalta que está muito honrado pela escolha e por ter seu trabalho reconhecido no lugar que é cenário para alguns de seus livros.

“O que acabou me levando para Petrópolis inicialmente foi o meu trabalho, não só a vontade de conhecer o local. Meu trabalho passa de alguma forma pela cidade e guarda a memória desse período”, afirma Paulo. Referindo-se à grande parte do arquivo da família imperial brasileira, que se encontra no Museu Imperial em Petrópolis.

Museu Imperial de Petrópolis / Crédito: Divulgação/ Oscar liberal 

 

O pesquisador nos contou quais são seus próximos passos após a eleição como membro correspondente e inclusive falou sobre a intenção de futuramente escrever sobre Petrópolis, que agora é ainda mais especial para ele.

“A minha expectativa é poder contribuir de alguma forma com o instituto e cada vez mais com a preservação da memória da cidade”, finalizou.


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