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Esquadrão Fantasma: Aliados enganaram Hitler com uma produção digna de Hollywood

Atuando em mais de 20 operações, a tropa fantasma foi responsável por enganar o Terceiro Reich sobre o real tamanho e a localização das forças inimigas

Fabio Previdelli Publicado em 15/02/2020, às 08h00

Como Hitler foi enganado por um esquadrão de ‘mentirinha’ dos Estados Unidos?
Como Hitler foi enganado por um esquadrão de ‘mentirinha’ dos Estados Unidos? - Montagem Getty Images

Desde o verão de 1944, até o final da Segunda Guerra Mundial na Europa, os Estados Unidos usaram o 23º quartel-general das Tropas Especiais — também conhecido como Exército Fantasma — em toda a França, e no Vale do Reno, para enganar o Terceiro Reich sobre o real tamanho e a localização das forças aliadas.

No total, a unidade, de 1.100 homens escolhidos a dedo, foi responsável por mais de 20 missões que confundiram o planejamento militar alemão e mascarava os movimentos e ações reais das tropas aliadas — os nazistas ‘enxergavam’ o Exército Fantasma como uma unidade real.

A tropa era uma combinação perfeita e harmoniosa de artistas, técnicos de som, atores e designers que, através de suas habilidades, criaram modelos infláveis de veículos militares, tanques e armas de artilharia.

Um tanque inflável imitando o M4 Sherman / Crédito: Wikimedia Commons

 

Durante a noite, o esquadrão se reposicionava, dando a impressão de que as tropas americanas haviam se movimentado. Cada detalhe era crucial para manter o Exército de ‘mentirinha’: escavadeiras eram usadas para criar as marcas falsas de rastros de tanques no chão, assim como engenheiros de som usavam ruídos gravados de veículos militares que eram mixados e reproduzidos em potentes caixas acústicas para simular o barulho da unidade se movimentando.

Chegando à França logo após a Batalha de Normandia, Dia D, o Exército Fantasma começou a trabalhar criando inúmeras ilusões dentro e fora do campo de batalha. Na área de conflito, a unidade colocou tanques, aviões e armas de artilharia imperfeitamente camuflados para convencer os nazistas de que havia mais de 30.000 soldados aliados na região.

A estratégia dispunha das execuções dos sons forjados que poderiam ser escutados a mais de 15 quilômetros de distância.

Fora do campo de batalha, atores do Exército Fantasma personificavam generais e oficiais americanos em cidades por toda a França. Ciente de que agentes alemães infiltrados poderiam estar os espionando, eles discutiam, de maneira irreverente, planos e estratégias militares falsas a fim de ludibriá-los.

As atuações do Exército Fantasma possibilitaram que milhares de vidas fossem salvas e também foi de suma importância para o logro dos Aliados. Apesar da ousadia da estratégia, acredita-se que a artimanha nunca tenha sido descoberta.


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