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Portas batendo, arranhões na parede e barulhos estranhos: o eterno mistério de Amherst

A bizarra história aconteceu no Canadá com a jovem Esther Cox, e até hoje o mistério não foi solucionado

Caio Tortamano Publicado em 17/12/2019, às 16h42

Imagem meramente ilustrativa de uma casa abandonada
Imagem meramente ilustrativa de uma casa abandonada - Getty Images

O ano era 1878, e Esther Cox vivia em Amherst, no Canadá, na companhia de sua irmã Olive, o marido dela, Daniel, ao lado dos dois filhos do casal. Tudo parecia bem para os cinco até o dia em que Esther sofreu uma tentativa de estupro por um antigo amigo, o que acabou deixando graves sequelas na garota, de então 18 anos.

Depois desse triste episódio, fenômenos estranhos começaram a ocorrer na casa onde moravam. Certa noite, a menina acordou assustada durante a noite acreditando haver um rato em sua cama. Chamando a atenção de todos da casa, ninguém foi capaz de achar o roedor. A mesma coisa aconteceu na noite seguinte, ainda sem encontrar o animal.

Nas noites seguintes começaram a ouvir batidas, arranhões e outros barulhos estranhos que perturbavam as noites de Esther. Ela relatou que às vezes acordava inchada e vermelha, como se tivesse sofrido alguma violência durante a noite.

Assustados com a situação anormal, um médico de confiança da família foi chamado para dar uma olhada em Cox. Durante a visita, roupas de cama se movimentaram sozinhas e barulhos de arranhões na parede começaram a aterrorizar a família. Na parede, teria aparecido a seguinte frase: “Esther Cox, sua morte é minha”.

O médico receitou sedativos à Esther para que conseguisse dormir em paz. Todavia, isso não solucionou os fenômenos de Poltergeist (evento paranormal onde existem ocorrências físicas sem motivo aparente).

Os fenômenos teriam ocorrido durante vários meses, levando fama ao local assombrado, visitantes conseguiam ver as manifestações paranormais e apenas deram um tempo enquanto Esther ficou de cama por duas semanas e no tempo em que foi se recuperar longe de casa.

Mas os eventos continuaram acontecendo, dessa vez com pequenos incêndios ocorrendo esporadicamente em distintos cômodos da casa. Cox agora afirmava conseguir ver o fantasma, que ameaçava queimar a casa se ela não fosse embora.

Em janeiro de 1879, Esther se mudou da casa em que morava, mas os fenômenos sobrenaturais continuaram a acontecer com ela e foram testemunhados por mais pessoas. Alguns locais começaram a questionar a veracidade dos acontecimentos, e passaram a hostilizar a garota.

Enquanto isso, Cox passou a ser analisada por pesquisadores de assuntos paranormais que não chegaram a nenhum veredito.

No mesmo ano, o caso chamou a atenção de Walter Hubbell, um ator com grande interesse em fenômenos sobrenaturais, que estava determinado a investigar a bizarra situação. Ele passou algumas semanas com Esther e sua família, dizendo que viu pessoalmente os fenômenos.

Walter Hubbell / Crédito: Wikimedia Commons

 

A partir daí, ela passou a fazer excursões falando sobre as experiências dela, chamando atenção de muitas pessoas, especialmente dos que consideravam ela uma fraude. Certa vez, durante uma apresentação, ela começou a ser hostilizada e um tumulto se inciou.

Depois disso, ela decidiu parar com suas palestras e voltar para sua cidade, trabalhando no celeiro de um homem. O celeiro acabou pegando fogo e o dono do lugar acusou Esther de ser a responsável pelo delito, ficando um mês na prisão.

Acabou morrendo aos 52 anos, ao longo de sua vida os fenômenos foram deixando de aparecer, permitindo que sua vida seguisse tendo dois filhos e morando com seu marido até seus últimos dias.


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