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Estripador de Gainesville: a verdadeira história do assassino que inspirou o clássico Pânico

Danny Rolling aterrorizou os Estados Unidos dos anos 70 aos 90, e foi pego por acaso, longe de ser relacionado com os terríveis assassinatos

Caio Tortamano Publicado em 22/03/2020, às 09h00

Prisão de Danny Rolling
Prisão de Danny Rolling - Divulgação

Nascido de uma família desestruturada, o filho do veterano de guerra, Danny Rolling, sofria com os abusos do pai. Em seu primeiro ano de vida, apanhava do genitor por, supostamente, não engatinhar direito. É de se imaginar que a violência com ele tenha diminuído depois que seu irmão mais novo, Kevin, nasceu. Mera ilusão. Fruto de uma gravidez acidental, a raiva que o pai sentia só aumentou, e o garoto continuou apanhando, agora mais vezes.

Sua mãe, Claudia, era mais uma das vítimas do pai. Tentando tirar a própria vida com um corte nos pulsos, foi hospitalizada e conseguiu se distanciar minimamente do marido, que também abusava dela.

A juventude de Danny — como pode se imaginar — foi extremamente complicada, ele até tentava usar a música como refúgio, mas suas habilidades vocais e na guitarra não o tiraram do caminho da bebida e das drogas. Sempre fugindo de sua família e do passado, tentou engatar uma carreira militar, que teve fim quando foi flagrado enquanto se entupia de alucinógenos.

A saída encontrada foi tentar se casar e levar uma vida normal que pudesse alterar os ares de sua vida. O que também não deu certo. Depois de uma discussão acalorada com sua esposa, Danny, com somente 23 anos, ameaçou matar a mulher, o que levou ela a pedir um divórcio.

Ele passou a realizar furtos e roubos e foi parar na cadeia uma inúmeras vezes, fugindo em várias oportunidades.

A mente perturbada de Rolling acaba cada vez mais com a sua vida. O maior surto que teve, na época, foi depois de sua demissão. Por conta do ocorrido, ele matou seu ex-chefe, a filha, e o sobrinho dela, que tinha apenas 8 anos. 

Em 1990, tentou acertar as contas com o seu pai, e atirou duas vezes nele com uma espingarda. Incrivelmente, o homem sobreviveu, embora tenha perdido uma orelha e um olho. O filho maníaco fugiu de Louisiana, sua terra natal, para viver com o nome falso de Michael Kennedy Jr, na Flórida. Lá, o homem se tornaria conhecido pelo resto de sua vida. 

Crimes sádicos 

A cidade de Gainesville sofreu com uma onda de assassinatos sádicos. Os dois primeiros alvos foram a dupla Sonja Larson e Christina Powell. As duas moravam juntas e Danny teria perseguido as jovens após avistá-las em uma caminhada normal. 

Invadindo o apartamento, o assassino amarrou as garotas e as amordaçou com fita isolante. Sonja foi estuprada, esfaqueada e morta. Rolling violou o cadáver dela e, com uma faca, arrancou o mamilo. Para ele, era uma espécie de recompensa e souvenir. No dia seguinte ao assassinato, ele voltou ao local e fez o mesmo com Christina, dessa vez cortando sua cabeça fora.

O impacto na comunidade local foi imediato. Muitos alunos pararam de frequentar as aulas da Universidade da Flórida, e as pessoas passaram a andar em grupos. As que não se agrupavam, andavam com um taco de beisebol para se proteger.

O conhecimento militar que Danny aprendeu com o seu pai foi fundamental para atrapalhar as investigações das autoridades. O psicopata usava solventes em seu sêmen para não ser reconhecido. E como consequência, conseguiu vitimar outros jovens.

Rolling durante depoimento / Crédito: Divulgação

 

Seus próximos alvos seriam Tracey Paules e Manuel Taboada, ambos de 23 anos. Dessa vez, entretanto, não mutilou nenhum deles. Mas foi o suficiente para causar o pânico. Diante dos brutais assassinatos, ficou conhecido como O Estripador de Gainesville.

Fim de jogo

O assassino só foi pego depois de uma perseguição policial enquanto furtava uma filial de supermercados. Sem ter ideia de quem seria o autor do crime, a polícia só descobriu que Danny era o serial killer quando encontraram materiais usados nas execuções entre os pertences pessoais do homem.

Além das ferramentas, as autoridades se depararam com uma característica incomum: o psicopata grava uma espécie de diário em áudio onde fazia alusões os brutais assassinatos. 

Rolling foi a julgamento em 1994. Ele se declarou culpado de todas as mortes pelas quais foi acusado, afirmando que os cometeu pois queria ser famoso como Ted Bundy. Sentenciado a morte, foi executado somente em 2006, no próprio estado da Flórida, através da injeção letal.

Enquanto caminhava para a morte, suas últimas palavras foram "Ninguém é maior do que Tu, Senhor, ninguém é maior do que Tu", que cantava enquanto olhava friamente para a mãe de uma das vítimas. 


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