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Estupro e terrorismo: As chocantes revelações feitas por Virgínia Vallejo, amante de Escobar

Vallejo é uma das mais importantes fontes a respeito da vida íntima de Pablo Escobar

Caio Tortamano Publicado em 06/11/2020, às 08h00

Montagem de Pablo Escobar e Virginia Vallejo
Montagem de Pablo Escobar e Virginia Vallejo - Wikimedia Commons

A face sanguinária do narcotraficante Pablo Escobar muitas vezes se limita aos crimes e assassinatos orquestrados na Colômbia durante as décadas de 80 e 90, todavia, muito de sua vida pessoal também serviria para contribuir com a imagem tétrica do homem.

Essa parte de sua vida é recontada atualmente por aqueles que viveram ao lado do colombiano, especialmente sua família. Porém, uma importante figura para contar a história do homem foi Virgínia Vallejo, que por muito tempo se envolveu com o traficante.

Vallejo era jornalista na Colômbia, e estava namorando um empresário chamado Aníbal Turbay, viciado em cocaína. O vício em pó fez o casal ter conexões diretas com Escobar, que convidou ele, os filhos que estudavam na Suíça e Virgínia para passar um tempo na Hacienda Nápoles.

Relacionamento

A relação entre os dois engatou de vez quando Virgínia ligou para o traficante, que queria ser político e procurava um espaço para anunciar sua campanha. A jornalista, por sua vez, precisava vender anúncios em seu programa televisivo, e negociou cinco minutos do show por uma quantia absurdamente alta.

A jornalista Virginia Vallejo / Crédito: Divulgação

 

Com esse valor, o programa teria que exibir somente os bastidores de uma obra que Pablo estava financiando num aterro sanitário nos arredores de Medellín, contudo, a jornalista ficou tocada ao ver a atenção que o homem realmente dava para as pessoas necessitadas na cidade, e dedicou o programa todo às suas obras.

Depois disso, os dois começaram a sair e se tornaram amantes. Em entrevista à Revista Marie Claire em 2017, Virgínia ressaltou que nunca foi cúmplice de nenhum de seus crimes — a não ser o narcotráfico, já que seu antigo namorado era usuário da cocaína de Pablo Escobar.

Isso porque, segundo ela, Pablo sabia e queria que sua amante o adorasse, e pensava que a parte mais sórdida de seu trabalho poderia incomodar a jornalista. 

Vida sexual

Em suas palavras, Pablo não era o mais bem 'dotado' homem com quem Virgínia já se envolveu. Na verdade, ela afirma que o traficante tinha um pênis relativamente pequeno, o que causava extrema insegurança na cama.

Isso poderia explicar sua predileção, ao longo de sua vida, por mulheres jovens e inexperientes, muitas delas virgens, inclusive. Dessa maneira, o colombiano acreditava que evitaria ser comparado com outro amante, e que sua performance sexual medíocre não seria tão notada e nem comparada com a de alguém mais experiente.

"Ele me estuprou. Fez porque acreditava que eu iria viver na Europa com Gilberto Rodríguez. Pensei por um momento em viver com Gilberto, tenho que ser honesta. Não quero descrever essa cena em detalhes porque está muito bem contada no livro. Mas ele me asfixiou com um travesseiro enquanto me estuprava. Queria me matar e não teve coragem", disse Vallejo. 

Perigo

A relação começou a deteriorar no momento em que a violência do cartel de Medellín passou a ficar cada vez mais presente na vida do alto escalão do tráfico de drogas. Em determinado momento, Escobar — com medo que Vallejo pudesse se aliar ao seu maior inimigo, Gilberto Rodríguez, líder do cartel de Cali — estuprou a amante, asfixiando-a com um travesseiro enquanto a penetrava forçosamente.

Para Virginia, naquele momento ela teve a certeza de que Pablo a mataria, o que ele acabou não fazendo. Ela, no entanto, afirmou que o traficante parecia até arrependido do que tinha feito. “A linguagem corporal disse tudo”, disse a autora.

Todavia, o episódio não foi o ponto final na relação. Eles foram amantes ainda por um tempo. Virgínia percebeu que os desdobramentos do caso ficavam não somente cada vez maiores e perigosos, mas também megalomaníacos.

A jornalista Virginia Vallejo García / Crédito: Phi2012/Wikimedia Commons

 

De acordo com a jornalista, Pablo estava em contato com terroristas do ETA — separatistas da Espanha que almejavam a independência do país basco, atualmente em território espanhol — para descobrir como usar dinamite e implodir um dos mais importantes prédios dos Estados Unidos, o Pentágono — anos antes dos atentados de 11 de setembro.

Isso foi demais para a mulher, que não aceitava de maneira nenhuma a rotina insólita que o amante poderia se envolver. Além disso, Escobar queria oficializar uma guerra com Rodríguez, afirmando, inclusive, que Vallejo era culpada pela disputa.

A guerra nunca foi oficializada, no entanto, não demorou para Escobar ser morto, em 1993 depois de ser perseguido por agentes num telhado. Era o fim não somente da história de Virgínia com Pablo, mas também do império que o colombiano montou.


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