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Eterna 'princesa do povo': Há exatos 60 anos, nascia Lady Di

Relembre a inesquecível trajetória de Diana Spencer

Victória Gearini | @victoriagearini Publicado em 01/07/2021, às 09h29

Retrato de Lady Di no centenário da Vogue
Retrato de Lady Di no centenário da Vogue - Getty Images

Nascida no dia 1° de julho de 1961, no Reino Unido, Diana Frances Spencerteve uma infância turbulenta, devido ao casamento dos pais. Já aos 19 anos, ela se casou com o filho da rainha Elizabeth II, Charles, o Príncipe de Gales, em 1981. 

Mais tarde, o que parecia ser uma linda história de amor com o herdeiro do trono britânico, logo se transformou em um pesadelo. Até que em 31 de agosto de 1997, a princesa encontrou um trágico destino. 

Lembrada como a ‘princesa do povo’, a Princesa de Gales era conhecida pela sua bondade e generosidade. Na época, sua morte deixou a nação inteira em luto. Contudo, o legado da eterna Lady Di ficou marcado na história, permanecendo vivo na memória de todos. 

Juventude turbulenta 

Terceira filha do 8º conde John Spencer e da nobre Frances Shand Kydd, a futura Princesa de Gales teve uma juventude turbulenta, devido aos problemas conjugais de seus pais. Em 1969, sua mãe fugiu com o australiano Peter Shand Kydd, motivo que a teria deixado arrasada.

Diana, Princesa de Gales / Crédito: Getty Images

 

Em uma entrevista ao The Sunday Times, seu irmão, Charles, disse que a irmã ficou devastada com a partida da matriarca e tal fato teria os aproximado ainda mais.

“Ela costumava esperar na porta pela mãe, mas Frances nunca apareceu”, disse o irmão de Lady Di ao The Sunday Times.

Aos 9 anos, a futura princesa foi enviada para o internato Riddlesworth. No entanto, após suas notas despencarem, ela foi transferida para um colégio só para mulheres, aos 16 anos.

O conto de fadas

Ainda na adolescência, conheceu seu futuro marido, o Príncipe de Gales, que na época já estava na casa dos 30 anos. Todavia, ironicamente, o filho da rainha Elizabeth IInamorava a irmã mais velha de sua futura esposa, chamada Lady Sarah McCorquodale. 

Diana em seu vestido de casamento / Crédito: Divulgação / Royal Collection

 

Segundo o jornal The Independent, anos mais tarde, Sarah teria dito que não amava mais o príncipe. Durante a entrevista, ela disse, ainda, que na época não viu problema da irmã se relacionar amorosamente com o ex-companheiro.

Desta forma, tempos depois, o herdeiro do trono britânico anunciou o noivado com Diana, que até então tinha apenas 19 anos. O casal selou a união em 1981 e o casamento real foi amplamente repercutido pela imprensa, sendo assistido por milhares de pessoas ao redor do mundo. 

O fim do sonho

Em entrevista exclusiva ao site Aventuras na História, o professor Elion Campos, doutorando em história social e professor nos cursos de História da faculdade Estácio de Sá, disse que a princesa acreditava que estivesse vivendo um conto de fadas, com o homem que até então ela dizia ser "incrível". 

No entanto, segundo o historiador, quando entrou para a realeza, Diana 'rivalizou' com a popularidade da rainha, devido ao seu carisma e gentileza. Já as propagandas sobre suas ações de caridade, foram vistas como insubordinação, motivos que teriam dado início aos turbulentos anos na realeza.

Charles e Diana no Palácio de Buckingham no dia do anúncio de seu noivado / Crédito: Getty Images

 

Diana ousou, em alguns momentos mais, outros menos, romper com essa construção de imagem e mostrar-se como um ser humano, dotado de virtudes, mas também de defeitos, imperfeições e dúvidas. Esse fato, somado ao carisma pessoal pode ter sido responsável por sua popularidade. De alguma forma, as pessoas que enxergavam a realeza como um mundo de perfeição e fantasias podem ter se identificado”, explicou o especialista à Aventuras na História. 

Com o passar do tempo, as constantes insatisfações de Lady Di com os protocolos reais, somadas às traições e indiferença do marido, levaram ao divórcio, oficializado apenas em 1996.

“À época foi um abalo sensível na popularidade, com certeza. É paradoxal, que uma monarquia que tem raízes em um processo de divórcio (o de Henrique VIII) tenha problemas com algo já tão banal na sociedade [...] Mas, a aprovação da família real na década de 1980 chegou ao patamar de 70%, um número impressionante se você considerar que a monarquia é uma instituição cada vez mais anacrônica em todo o mundo”, revelou Elion.

O trágico acidente 

Após a separação, diversos benefícios reais foram cortados. Por outro lado, Diana e Charles puderam dividir a guarda dos filhos Harry e Williamde forma igualitária.

Homenagens a Diana após a sua morte / Crédito: Getty Images

 

“Então, o divórcio e mais ainda nas circunstâncias em que ele ocorreu [...] teve um impacto enorme no apoio popular. Diana era a responsável, senão por todo, por grande parte daquele incremento e perder a figura mais carismática da família foi impactante”, disse o historiador.

Solteira, a Princesa de Gales engatou outros relacionamentos amorosos, sendo o último com o empresário egípcio, Dodi Fayed, que veio a óbito junto com a nobre. 

Em 31 de agosto de 1997, o carro em que o casal estava foi perseguido por fotógrafos e paparazzi. Durante a perseguição, houve um grave acidente que matou todos presentes no veículo, incluindo o motorista Henri Paul. 

O caso foi amplamente repercutido pela imprensa e, até hoje, os conspiradores acreditam que não foi um acidente, mas sim um crime premeditado. No entanto, as teorias nunca foram confirmadas, portanto, não passam de suposições. 

A Princesa Diana, por sua vez, deixou um legado inestimável para a humanidade. Dona de um carisma e generosidade sem igual, ela permanece viva na memória de muitas pessoas, conforme analisou Elion Campos à Aventuras na História. 


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