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Evento não identificado: O que aconteceu no Incidente em Nimitz?

Relatos sobre avistamento de objetos não identificados deixam uma única certeza: ninguém sabe explicar o que realmente viu

Fabio Previdelli Publicado em 18/03/2021, às 17h54

OVNIS avistados por caças americanos
OVNIS avistados por caças americanos - Divulgação/ NASA

Há quase um ano, em abril de 2020, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos liberou um vídeo contendo três avistamentos de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs), conforme o AH noticiou.  

As imagens, segundo o Pentágono, foram divulgadas com o intuito de “esclarecer qualquer mal-entendido do público sobre se as gravações que vêm circulando são reais ou não".

Para esclarecer a situação, meses antes, as imagens já circulavam na internet, o que causou um verdadeiro estardalhaço nas mais diversas redes sociais. "O fenômeno aéreo visto nos vídeos permanece classificado como não identificado”, disse o órgão americano. 

As imagens mostram os soldados da marinha interagindo com os OVNIs, que se movimentam depressa. Em duas das filmagens, dá para escutar oficiais do governo — ambos admiram a velocidade dos objetos, que navegam em rapidez hipersônica. A ausência de asas ou motores não explicam como está sendo feita a propulsão das misteriosas naves.  

Duas das filmagens foram registradas: uma em novembro de 2004 e outra em janeiro de 2015. E é justamente sobre o evento de 2004 que testemunhas deram seu parecer. 

O incidente de Nimitz 

Com informações repercutidas pela SuperInteressante, em novembro de 2004, o Esquadrão 11 (CSG-11), que estava a bordo do USS Princeton, navegava a 160 km da costa sul da Califórnia. O grupo era formado por cinco veteranos da Marinha: Gary Voorhis, Jason Turner, Ryan Weigelt, Kevin Day e PJ Hughes

A ocasião era especial para Voorhis, que faria sua última jornada como terceiro oficial — ele iria se apontar dos mares após seis anos de serviços. “Tínhamos vários sistemas novos, como o radar Spy-1 Bravo. O objetivo era testá-los e resolver eventuais problemas”, conta à Super.  

Porém, durante a navegação, os técnicos da embarcação alegaram a presença de “ruídos” e “sinais fantasmas” no radar. Como Gary era responsável pelo sistema, decidiu por seu desligamento e recalibração, a fim de eliminar os erros. 

“Depois que nós terminamos de fazer a recalibração e ligamos o radar, aqueles sinais estavam mais claros e nítidos”, revela. “Às vezes eles apareciam numa altitude de 60 ou 80 mil pés. Outras vezes surgiam a 30 mil pés, se deslocando a uns 100 nós [185 km/h]. A identificação de radar não batia com nenhuma aeronave conhecida”.  

Kevin Day, chefe sênior de operações, que tinha a missão de proteger o espaço aéreo do esquadrão 11, também deu seu parecer sobre o avistamento. “Apareciam em grupos de cinco a dez, bem perto uns dos outros. Estavam a 28 mil pés, se deslocando na direção Sul”, explica Day. “À noite eles [os objetos] emitiam um brilho meio fosforescente, e eram um pouco mais fáceis de ver do que durante o dia”, completa Gary

“O chefe Day era chamado pelo interfone, sem exagero, a cada dois minutos. Eu percebi que alguma coisa grande estava acontecendo, mas não entendi direito o quê”, recorda Ryan Weigelt, que atuava como oficial especialista em motores.  

As busca por respostas

Segundo relatam, as aparições continuaram ao longa da semana, até o dia 14 de novembro, quando um exercício aéreo estava marcado para a parte da manhã. Com a permissão de seus superiores, Kevin pegou um avião na tentativa de interceptar os “Veículos Aéreos Anômalos” (ou AAVs), como ficaram conhecidos.  

Assim, dois caça, do modelo F/A-18, partiram do porta-aviões USS Nimitz, que integrava o Esquadrão 11. O relatório da missão, encontrado pelo piloto David Fravor, descrevia os objetos como “um ovo alongado, ou uma forma de ‘Tic Tac’, com um eixo horizontal no meio”. Cada um deles tinha 14 metros de comprimento.  

Ainda, segundo os relatos ouvidos pela Super, os AAVs mostraram “uma capacidade avançada de propulsão, aceleração e aerodinâmica”. Com isso, David e o outro piloto recuaram e, num voo posterior, o tenente Chad Underwood conseguiu fazer imagens do objeto desconhecido — que mais tarde seriam divulgadas.  

Durante 13 anos, essa história e as imagens passaram desapercebidas, só ganhando sua devida atenção em 2017, quando Tom DeLonge, ex-vocalista do Blink-182 e fundador da ONG To the Stars Academy of Arts & Science, publicou um trecho da gravação junto ao The New York Times. Entretanto, após todo esse tempo, a única certeza que se em é que as teorias sobre o misterioso “Tic Tac” parecem sem tornar cada vez mais controversas


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