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De autor da proposta a campanha: saiba 5 curiosidades sobre a tentativa de retorno da monarquia no Brasil

Um plebiscito realizado no ano de 1993 poderia ter trazido de volta o sistema monárquico

Redação Publicado em 31/10/2021, às 09h00

D. Pedro II em fotografia de 1876
D. Pedro II em fotografia de 1876 - Domínio público / Mathew Brady

Em 1993, o Brasil havia acabado de passar por um processo de impeachment devido à insatisfação popular com o governo Collor. Era, portanto, o cenário perfeito para aqueles que desejavam a volta do sistema monárquico tentarem convencer o máximo de pessoas que a antiga estrutura era a melhor forma de administrar o país.

Naquele ano, os eleitores tiveram de responder um plebiscito que questionava se os brasileiros deveriam permanecer sob um sistema presidencialista ou parlamentarista.

Os monarquistas tornaram a consulta popular ainda mais radical ao possibilitar que os brasileiros optassem por ter um rei novamente. 

A seguir, confira 5 curiosidades sobre o tema.

1. Autor da proposta de um plebiscito

De acordo com informações do Acervo O Globo, o responsável pela proposta formal da realização de um plebiscito partiu do deputado federal Antônio Henrique Bittencourt Cunha Bueno, que fazia parte do Partido Social Democrático de São Paulo.

Último registro da família imperial no Brasil, datado de 1889 / Crédito: Domínio público / Otto Hees

 

Como membro da Assembleia Constituinte, o defensor da família Orléans e Bragança propôs em 1988 que o texto costitucional permitisse que o sistema político fosse escolhido por meio da realização de uma consulta popular.

2. Como o plebiscito foi possível?

Após o projeto ser aprovado, os monarquistas reuniram em torno de um milhão de assinaturas para promover a consulta, a qual somente se concretizou anos depois, com a instabilidade do pós-renúncia de Fernando Collor de Mello.

Na época, o então presidente, Itamar Franco, promulgou a lei número 8.624, que regulamentava a realização da votação em 21 de abril de 1993.

O ex-presidente Itamar Franco em fotografia de 2011 / Crédito: Wikimedia Commons / José Cruz

 

3. Repercussão e polêmica

A votação se tornou o assunto mais comentado na época, sendo que o tema estampava as primeiras páginas de jornais e revistas. O assunto era polêmico, já que as ideias apresentadas eram muito distantes daquelas com as quais os brasileiros estavam familiarizados. 

4. Campanha

Os defensores da monarquia promoveram uma série de propagandas que foram veiculadas nos mais diversos meios de comunicação, como rádio, televisão e jornais, sempre afirmando que, com a mudança, seria possíver dar fim à pobreza no Brasil. O slogan "Vote no Rei", propagado em meio à campanha, se tornou uma das frases mais marcantes daquele mês de abril.

Pedro II e Teresa Cristina / Crédito: Domínio público / François-René Moreaux

 

Naquela época, os partidos opositores PDT, o PT, o PFL, o PMDB e o PTB formaram a chamada Frente Presidencialista, que tinha como objetivo convencer os brasileiros a não se tornarem adeptos do sistema monárquico. O PSDB, por outro lado, fundou a Frente Parlamentarista.

5. Resultado

Apesar dos esforços dos monarquistas, o regime republicano venceu com 66% dos votos, além de que o presidencialismo se destacou com 55,4%.

Ao final da votação, foi constatado que o número de pessoas que havia participado do plebiscito tinha sido abaixo do esperado. Mesmo o comparecimento sendo obrigatório, somente 74,3% da população votou na ocasião.


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