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Expedição no Pico de Orizaba: as impressionantes múmias congeladas de 1959

Há mais de meio século, quatro alpinistas foram mortos por uma avalanche, mas seus corpos só foram encontrados em 2015 — de uma maneira muito incomum

Nicoli Raveli Publicado em 22/04/2020, às 07h30

Múmia de um dos alpinistas
Múmia de um dos alpinistas - Divulgação

O vulcão Pico de Orizaba é conhecido por ser uma das montanhas mais altas do México —  local sempre atraiu os olhares e as aventuras de diversos alpinistas. Foi o que aconteceu com um grupo, composto por sete homens, que decidiu escalar os 5.300 metros de altitude.

Vulcão Pico de Orizaba, no México / Crédito: Divulgação

 

Durante a escalada de 1959, uma avalanche os atingiu e quatro deles ficaram soterrados na terceira montanha mais alta da América do Norte. O fato resultou em uma busca incansável pelos corpos, mas a descoberta só ocorreu após cerca de meio século.

As rivalidades da primeira descoberta

Em 2015, diversos montanhistas se depararam com dois possíveis corpos mumificados dos homens que haviam desaparecido. De acordo com a equipe responsável pelo resgate, os dois estavam abraçados.

Crédito: Divulgação

 

Entretanto, a descoberta foi rodeada por rivalidades, já que dois grupos brigavam pelo reconhecimento. De acordo com a expedição realizada pela Cidade do México, a primeira múmia foi encontrada quando um dos integrantes caiu ao escalar a montanha. Por acaso, ele se deparou com o corpo.

Naquele momento, o profissional tirou uma fotografia e avisou a Cruz Vermelha sobre o achado. Todavia, as informações chegaram à Associação Mexicana de Alpinistas que, em pouco tempo, também decidiu explorar o local.

Porém, a rivalidade era tanta que os membros da expedição da Cidade do México não forneceram as coordenadas a Hilario Aguilar, membro da associação. Isso, no entanto, não fez com que ele desistisse da missão.

Quatro dias após o anúncio da descoberta, Aguilar foi até o vulcão e encontrou o cadáver. Ele o desenterrou com cuidado e, naquele momento, percebeu que havia um segundo corpo. De acordo com os alpinistas, também foram encontrados uma jaqueta, mochila e um pulôver vermelho.

Mesmo com a frente fria, a ideia de Aguilar era baseada na remoção dos corpos na semana seguinte. Mas a sua vontade não era a mesma de Alberto Rangel, um dos descobridores da primeira múmia.

Uma das múmias dos alpinistas de 1959 / Crédito; Divulgação 

 

Na época, ele contou a uma agência mexicana que tinha planos para voltar ao topo do vulcão no domingo anterior a possível escalação de Aguilar e seu grupo. De acordo com Rangel, não era para a informação ter se disseminado, e que isso ocorreu devido a escaladores despreparados que postaram as fotos nas redes sociais. Devido a rivalidade, a descoberta não foi atribuída oficialmente a nenhuma expedição e o resgate só aconteceu anos depois. 

Relato do sobrevivente

Luis Espinoza foi um dos sete homens Ele era um dos sete homens que subiram até ao pico de Orizaba em 1959. Em 2015, ele relembrou como foi a avalanche que soterrou Enrique García, Juan Espinoza Camargo, Manuel Campos e Alberto Rodríguez.

Segundo o alpinista, ao sentir que a avalanche se aproximava, a única coisa que ele pensava era em Chela, a mulher que ele amava e pensava em se casar. Ele também foi levado pela onda de neve, mas foi um dos três sobreviventes.

Luis Espinoza, um dos alpinistas sobreviventes da avalanche de 1959 / Crédito: Divulgação 

 

Ele contou que, ao descer da montanha, foi falar com o pai de El Cavalera (O Caveira, em português), apelido de Enrique García. Naquele momento, o homem percebeu a tristeza nos olhos do pai do alpinista.

O resgate

Os cadáveres, que foram encontrados em 2015, só foram resgatados em 2018. Até aquele momento, outro corpo havia sido descoberto. Devido a ajuda de um helicóptero e da unidade militar Escuadron 303, as múmias de Juan Espinoza Camargo, Enrique García Romero e Manuel Campos Péres foram retiradas do local no dia 13 de novembro.

Dessa maneira, os corpos foram encaminhados para a Procuradoria-Geral do Estado a fim de serem realizadas as análises do DNA dos corpos para que eles fossem identificados e entregues às famílias. 

Até o momento, os cadáveres dos três alpinistas foram os únicos encontrados. De acordo com Espinoza, os corpos encontrados pertenem a seus colegas de profissão. Além disso, ele chegou a reconhecer um anel com a inicial de um dos homens e suas vestimentas. 


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