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Explorada pela mãe: a transtornada vida de Consuelo Vanderbilt

A duquesa se tornou conhecida após a realização de um dos casamentos mais vantajosos do século 19, no entanto, essa nunca foi a vontade da jovem

Penélope Coelho Publicado em 15/07/2020, às 12h38

Retrato de Consuelo Vanderbilt
Retrato de Consuelo Vanderbilt - Wikimedia Commons

Os casamentos por interesse financeiro foram muito comuns no passado, contudo, essa estratégia — muito mais racional do que emocional — acabou arruinando a vida de muitas moças ao longo da História. Consuelo Vanderbilt foi um perfeito exemplo dessa prática. Ela sentiu na pele o peso de viver uma vida da qual ela nunca quis fazer parte.

Consuelo Vanderbilt Balsan, nasceu em 2 de março de 1877, em Nova York, Estados Unidos. A bela veio de uma importante família americana e foi a única filha de William Kissam Vanderbilt — um milionário de Nova York — e da socialite Alva Erskine Smith.

Desde muito nova, Consuelo enfrentou uma difícil relação com sua progenitora, uma mulher controladora que comandava cada passo de sua filha. A situação da garota começou a ficar ainda mais complicada quando a idade de se casar se aproximou.

Alva estava determinada a encontrar um companheiro do mais alto escalão para sua única filha, a fim de que o nome da menina estivesse relacionado a alguém importante na nobreza. A mulher começou a separar uma grande lista de pretendentes, mas, a opinião de Consuelo nunca foi levada em consideração.

Consuelo em 1910 / Crédito: Wikimedia Commons

 

União forçada

Em uma busca implacável, a mãe se deparou com Charles Spencer-Churchill, o nono Duque de Marlborough. A união foi extremamente vantajosa para o homem que receberia um dote no valor de 2,5 milhões de dólares na época. Uma das características mais marcantes na personalidade de Consuelo era a "obediência", mesmo assim, ela tentou de todas as formas escapar dessa relação sem amor.

Sua mãe implorava para que a menina se unisse ao duque, mas, logo percebeu que não seria fácil convencê-la, por isso, ordenou que a menina se casasse. Sem diálogo, a futura duquesa tentou fugir de casa, porém, foi capturada e trancada em seu quarto.

Para tentar convencer a menina de que a ideia do casamento não era tão ruim, Alva fingiu que estava enfrentando uma grave doença — afirmando que esse seria seu último pedido para a filha. Curiosamente, os sintomas dessa enfermidade cessaram logo após o casamento.

Consuelo se casou com o pretendente em 6 de novembro de 1895, em Nova York. Conta-se que no dia da celebração, a menina estava parada no altar chorando por trás de seu véu.

Apesar da falta de química entre ela e o duque, o casal teve dois filhos. Foi a partir deste momento que o interesse por caridade começou a surgir em Vanderbilt, percebendo a situação precária em que muitas daquelas pessoas viviam.

Apesar disso, um casamento sem amor não iria durar muito tempo, os dois apresentavam vontades distintas e ambos passaram a se relacionar com outras pessoas. Eles se separaram em 1906 e se divorciaram oficialmente em 1921, a anulação veio como um pedido do duque e foi prontamente aceita por Consuelo.

Consuelo e Winston Churchill em 1902 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Uma segunda chance

Ainda em 1921, a mulher se casou novamente, dessa vez com o tenente-coronel Jacques Balsan, ela amava verdadeiramente seu novo esposo francês e não deixou sua mãe fazer nenhuma intercorrência.

Mesmo após a anulação de seu primeiro casamento, Consuelo manteve boas relações com os Churchill’s — família de seu ex-marido — especialmente com Winston, o ex-primeiro ministro fazia visitas constantes ao novo castelo da duquesa.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Vanderbilt, começou a atuar de maneira independente e teve um papel importante na construção de um hospital com 360 leitos, feito para ajudar trabalhadores de classe média na França.

Além disso, na mesma época a norte-americana trabalhou como presidente do Comitê de Socorro Econômico do American Women War Relief Fund. Apesar de seu início de vida infeliz, a mulher conseguiu se reerguer. Consuelo Balsan morreu em Southampton, Nova York, em 6 de dezembro de 1964, aos 87 anos.


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