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Explorando o cosmos: os cientistas desconhecidos da nova série do National Geographic

Ampliando a clássica saga de Carl Sagan, a recente produção busca explorar o passado, o presente e o futuro da ciência

Pamela Malva Publicado em 10/06/2020, às 14h00

Cena de Cosmos: Mundos Possíveis, com o astrofísico Neil deGrasse Tyson
Cena de Cosmos: Mundos Possíveis, com o astrofísico Neil deGrasse Tyson - Divulgação/National Geographic

Há 40 anos, o cientista Carl Sagan estreou a série Cosmos: Uma Viagem Pessoal, na qual buscava explorar diversos âmbitos da ciência espacial. Agora, o National Geographic apresenta uma continuação da saga clássica.

Com o astrofísico Neil deGrasse Tyson como apresentador, a segunda temporada recebeu o nome de Cosmos: Mundos Possíveis. Criada e dirigida por Ann Druyan, a produção narra uma jornada pelo passado, presente e futuro da humanidade.

Através de animações, efeitos visuais e reconstruções digitais, a produção aborda temas como a evolução da vida, o cosmos, os átomos e até mesmo um possível futuro, que nos espera em 20 anos. Dividida entre 13 episódios, a produção foi gravada em 19 locações, espalhadas por 11 países diferentes.

Anteriormente assistida por mais de 135 milhões de pessoas ao redor do mundo, a série ainda irá discutir cientistas que acabaram apagados com o tempo. Segundo Ann Druyan, são “novos heróis que estavam dispostos a dar suas vidas antes de mentir ou pôr em risco o futuro”.

Saiba mais sobre os cientistas citados pela saga Cosmos, do National Geographic.

1. John Michell (1724 – 1793)

O cientista John Michell / Crédito: Divulgação/Listo Ative

 

Conhecido como um dos “maiores cientistas desconhecidos de todos os tempos”, Michell foi a primeira pessoa a falar sobre a existência de buracos negros. Além disso, foi pioneiro em sugerir que os terremotos se propagam em ondas e também inventou um aparelho para medir a massa da Terra, ficando assim conhecido como o pai da sismologia — estudo dos sismos —  e da magnometria — aparelho usado medir a intensidade, direção e sentido de campos magnéticos. Michell é apresentado no episódio “Um céu cheio de fantasmas” de Cosmos: Uma Odisseia no Espaço.


2. Joseph von Fraunhofer (1787 – 1826)

Pintura de Joseph von Fraunhofer feita por Michael Schönitzer / Crédito: Divulgação

 

O óptico alemão ficou conhecido por ter inventado o espectroscópio moderno em 1814. No decorrer de suas experiências, descobriu uma linha fixa brilhante que aparece na cor laranja do espectro quando é produzida pela luz do fogo. Depois de outros experimentos descobriu outras 574 linhas fixas escuras no espectro solar.

Fraunhofer concluiu que essas linhas se originam na natureza, das estrelas e do sol, e carregam informações sobre a fonte de luz, independentemente de quão longe essa fonte esteja. Hoje em dia, as linhas são chamadas de espectro de Fraunhofer em sua homenagem. Sua história de vida e na ciência é contada no episódio “Escondido na Luz”, de Cosmos: Uma Odisseia no Espaço.


3. Augustin Mouchot (1825 – 1912)

Antiga foto de Augustin Mouchot / Crrédito: Divulgação/Cottier

 

Engenheiro e professor, Mouchot foi um dos pioneiros no estudo e aproveitamento da energia solar. Criou vários instrumentos que usavam essa energia como, por exemplo, uma máquina à vapor que imprimia o jornal. Na Exposição Universal de 1878, apresentou uma máquina capaz de converter a energia solar em energia cinética. Contudo, com o barateamento do carvão, seus estudos não tiveram financiamento. Sua participação na Exposição Universal é retratada no episódio “O Novo Mundo Livre”, de Cosmos: Uma Odisseia no Espaço.


4. Wolf V. Vishniac (1922 – 1973)

Antiga foto do cientista Wolf V. Vishniac / Crédito: Divulgação/The Worlds of David Darling 

 

Micro biólogo americano, Vishniac era amigo de Carl Sagan e tem sua história contada no episódio “Os Segredos de Marte”, de Cosmos: Uma Viagem Pessoal. Wolf Vishniac contribuiu significativamente para a procura de vida em Marte, já que desenvolveu um pequeno laboratório espacial, chamado de Wolf Trap , que podia ser transportado para o planeta dentro de naves espaciais. A pesquisa foi apoiada com uma doação da NASA e começou em 1959, sendo a primeira para as "ciências biológicas”. A sonda marciana Viking 1 da NASA continha seu a Wolf Trap, mas não achou nenhum sinais de vida conclusivos.


5. Paul MacLean (1913 – 2007)

Fotografia de Paul MacLean /Crédito: Divulgação/Edward A. Hubbard, National Institute of Health

 

Médico e neurocientista estadunidense, Paul MacLean se tornou conhecido por sua teoria do cérebro trino. A teoria foi apresentada em 1970 e diz que o cérebro humano é resultado da existência de três cérebros em um: o cérebro reptiliano, cérebro de mamíferos inferiores e o cérebro racional. De acordo com MacLean é apenas pela presença do neocórtex (cérebro racional) que o homem consegue desenvolver o pensamento abstrato e ter a capacidade de gerar invenções.

O cérebro reptiliano é conhecido como "cérebro instintivo" e tem como característica a sobrevivência, responsável pelas sensações primárias como fome, sede entre outras. Já o cérebro de mamíferos inferiores, ou cérebro emocional é o responsável por controlar o comportamento emocional dos indivíduos. A teoria é apresentada por Carl Sagan no episódio “A Persistência da Memória” de Cosmos: Uma Viagem Pessoal.