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Exxon Valdez: neste dia, em 1989, acontecia um dos maiores desastres ecológicos da História

Há 32 anos, um erro na condução de um superpetroleiro resultou em uma enorme tragédia no Alasca

Giovanna Gomes, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 24/03/2021, às 09h17

A tragédia acabou por matar milhares de animais
A tragédia acabou por matar milhares de animais - Divulgação/Alaska Resources Library and Information Services

Um imenso desastre ambiental chocou a todos em março de 1989. Era madrugada do dia 24, uma sexta-feira, quando um navio da grande petroleira Exxon se chocou com um bloco de gelo.

A embarcação havia partido pouco antes do Porto de Valdez, no Alasca, sob o comando do capitão Joseph Hazelwood. Entretanto, não era ele quem conduzia o superpetroleiro  Exxon Valdez, de 330 metros de comprimento, no momento da colisão.

Conforme divulgado pelo Acervo O Globo, naquela madrugada, o homem decidiu beber uísque em sua cabine e, por isso, deixou o navio nas mãos de seu subordinado, um homem que não tinha habilitação para conduzir embarcações naquele ambiente.

O desastre

O porto de Valdez era o ponto terminal de um oleoduto de 1.200 quilômetros de extensão e que atravessava o Estreito Príncipe William, um local habitado por diversas espécies de animais. Infelizmente, aquele dia ficaria marcado na história após um erro de manobra cometido pelo terceiro imediato do capitão Hazelwood.

O resultado do vazamento de petróleo foi devastador - Crédito: Divulgação

 

Assim, 36 mil toneladas de petróleo que estavam no Exxon Valdez acabaram por se espalhar pelo mar de modo que, em oito semanas, a imensa mancha de petróleo já havia atingido uma área de 750 quilômetros de extensão, deixando as praias com uma espessa camada de piche.

O evento provocou a morte de muitos animais, incluindo pássaros, lontras, peixes e baleias. Foi o maior desastre ecológico da história dos Estados Unidos.

Repercussão e mobilização

As imagens de milhares de animais mortos gerou grande impacto na mídia e muitos ecologistas criticaram o ocorrido. Exigiram medidas de reparação de danos. Assim, a Exxon se viu pressionada a mobilizar 11 mil pessoas para realizar uma limpeza do ambiente.

No total, 1.400 barcos e 85 aviões foram utilizados durante a operação. Também bombas de sucção e bactérias devoradoras de petróleo foram formas encontradas para agilizar o processo.

Um homem exibe uma rocha coberta por petróleo que encontrou 15 anos após a tragédia - Crédito: Getty Images

 

Na época, também os biólogos se prontificaram a limpar as penas das aves e alimentar lontras com lagostas. O trabalho custou 1 bilhão de dólares e foi finalizado seis meses após o início do processo.

O que dizem os moradores locais

De acordo com o Correio Brasiliense, com informações da Agência France-Presse em 2014, o estado do Alasca nunca se recuperou totalmente do desastre, de modo que famílias de pescadores se viram completamente perdidas. A economia foi totalmente abalada e muitos passaram a ter problemas financeiros, além de que houve aumento do consumo de álcool, de divórcios e até mesmo de suicídios.

A verdade é que, mesmo após tantos anos, a revolta dos moradores com o ocorrido ainda é a mesma. 

"Ainda hoje há muita amargura", disse Steve Rothchild em entrevista a agência. Ele é membro de uma associação que monitora, até 2014, monitorava as atividades petroleiras na baía de Príncipe William.

O petróleo contaminou as águas e praias locais - Crédito: Getty Images

 

 

De inicio, a justiça determinou que a companhia pagasse cinco bilhões de dólares aos 32.000 moradores e pescadores da região. Mas, no ano de 2008, o valor foi reduzido para 500 milhões. Contudo, de acordo com Rothchild, "após o julgamento, a população recebeu apenas alguns centavos e não os dólares que merecia".


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