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Fama de destruidor e overdose no palco: 5 fatos sobre o trágico fim do baterista Keith Moon

O lendário baterista do The Who foi responsável por diversas pegadinhas bizarras — e hoje, compõe o assombroso 'Clube dos 27'

Wallacy Ferrari Publicado em 26/11/2020, às 11h00

Keith Moon durante um concerto
Keith Moon durante um concerto - Divulgação/Twitter/MichaelRees84/20.11.2020

O baterista Keith Moon foi responsável por realizar os arranjos acelerados que fizeram o mundo conhecer a banda britânica The Who, durante as décadas de 60 e 70.

Seu comportamento explosivo e brincalhão até mesmo nas piores horas. No entanto, se tornou uma marca negativa que o acompanhou até os trágicos momentos finais da vida.

Por isso, separamos uma lista de episódios memoráveis da vida do músico que contribuíram para a perda de um dos principais influenciadores do brit-rock progressivo.

Confira abaixo 5 fatos sobre o trágico fim de Keith Moon:

1. Brincando com fogo

O músico sem-noção adorava fogos de artifício, tendo o hábito de instalar explosivos na bateria sem avisar os outros membros da banda, de maneira que estourasse os artefatos durante o encerramento do show. Em uma apresentação na televisão, a brincadeira deu errado; um dos fogos atingiu o vocalista Pete Townshend, que teve o cabelo queimado e ficou surdo por dias.

Em um hotel americano, certa vez, o baterista recebeu uma advertência do gerente para diminuir o volume de um rádio portátil que tocava The Who, referindo-se como "barulho alto". Irritado pela solicitação, ele fez questão de mostrar o que era um barulho alto e estourou uma dinamite na privada do hotel.


2. Problemas em hotéis

O início do vício em drogas e, posteriormente, o constante consumo junto ao álcool, atrapalhou a trajetória do músico e da própria banda, que sofria com os custos altos da turnê — principalmente durante as estadias em hotéis, testemunhadas pelos colegas e funcionários.

Keith Moon ao lado de seu kit de bateria personalizado com o emblema da banda / Crédito: Flickr / Iburiedpaul

 

Em diversas ocasiões, o baterista destruiu e arremessou diversos móveis de quartos enquanto estave alcoolizado, totalizando prejuízos de milhares de dólares que eram descontados na repartição dos lucros da banda. O afundamento nas drogas e problemas com hospedagem não apenas se tornou um problema para encontrar novos lugares, como manchou a banda com cancelamentos de shows.


3. Morte acidental e recaída

Os problemas com as bebidas não se restringiram aos quartos de hotéis; em 1970, o baterista arranjou briga com skinheads enquanto saía embriagado de um pub em Londres. O segurança do músico, Neil Boland, conteve o tumulto e levou Moon até o veículo, na parte externa do estabelecimento. Contudo, Keith estava tão desesperado que entrou no carro com pressa e já o ligou para fugir do local.

Alguns quilômetros depois, notou um dos maiores problemas de toda a vida; Boland não tinha ficado no local e nem teve tempo de entrar no veículo, ficando preso nas engrenagens durante a rápida partida. Boland foi arrastado por quilômetros até a morte. A justiça britânica inocentou o baterista, justificando que a situação proporcionou o desespero que resultou no caso, porém, foi o estopim para o jovem se afundar ainda mais nas drogas.


4. Queda notória

Em 20 de novembro de 1973, o principal choque entre os membros foi durante um show na Califórnia, após Keith consumir uma mistura de sedativos de cavalo com drogas e álcool antes de entrar no palco. Após 70 minutos de apresentação, o baterista perdeu a coordenação e caiu sobre as caixas do instrumento, interrompendo a percussão. 

Keith Moon em apresentação com o The Who em Toronto, em 1976 / Crédtos: Wikimedia Commons

 

Com as corriqueiras overdoses, os assistentes simplesmente tiraram Moon do palco, e o vocalista perguntou se alguém da plateia poderia continuar tocando a bateria nas três músicas que ainda faltavam. O jovem de 19 anos Scot Halpin subiu e concluiu a apresentação enquanto o britânico era reanimado em um chuveiro do camarim por roadies. Scot ainda ganharia um prêmio da revista Rolling Stone naquele ano pela participação salvadora.


5. Fim trágico

Em 1976, o músico decidiu se tratar contra o consumo de drogas, tendo de tomar o remédio Clometiazol para interromper convulsões causadas pela abstinência. O medicamento continuou sendo receitado nos dois anos seguintes, com episódios de sofrimento e angústia pela ausência da bebida.

Em 1978, após sair de um jantar sem álcool com Paul McCartney, o músico teve uma crise e, buscando melhorar imediatamente, consumiu 32 cápsulas do remédio, desmaiando pouco depois e morrendo aos 27 anos. A autópsia constatou que 26 das pílulas nem chegaram a dissolver no organismo.


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