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As fascinantes descobertas de Isaac Newton enquanto esteve em quarentena

A Grande Praga o obrigou a se instalar em casa e interromper seus estudos em Cambridge, porém trouxe grandes contribuições ao mundo

Gabriel Fagundes Publicado em 30/03/2020, às 08h10

Isaac Newton
Isaac Newton - Wikimedia Commons

No ano de 1665, a Inglaterra foi assolada pela Grande Praga, com númeras cidades desocupadas e diversos estabelecimentos fechados, incluindo a Universidade de Cambridge. Em decorrência da doença, vários alunos tiveram que interromper seus estudos na faculdade e dentre eles destaca-se Isaac Newton — aquele que posteriormente seria conhecido como um astrônomo, alquimista, filósofo natural, teólogo e cientista inglês.

Data-se de 1665 a 1666 o período que Isaac teve de ficar em quarentena numa fazenda, momento este que foi chamado de anni mirabiles, os anos das maravilhas, pois naquela época o aluno produziu manuscritos com descobertas fascinantes no campo da matemática, na óptica, na mecânica e na teoria da gravitação.

Cambridge University / Divulgação 


É nesse mesmo momento que muitas pessoas costumar citar a lenda da maçã, porém ela não tem uma comprovação para afirmar se de fato foi criada nessa ocasião. Contudo, o que é relevante saber é que as descobertas feitas quando Isaac estava em isolamento não foram produto de uma inspiração qualquer ou miraculosa, ao contrário, as questões que ele desenvolveu já estavam problematizadas anteriormente.

Isso porque, quando Newton ainda podia frequentar as aulas em Cambridge, já havia estudado alguns autores que discorriam sobre os assuntos que lhe diziam respeito, e os anos que teve que ficar em casa só lhe ofereceram uma grande oportunidade para se debruçar ainda mais nas teorias dos seus mestres, e como consequência isso nos trouxe grandes contribuições. 

Na área da matemática, ele criou o método das séries infinitas, que hoje se convencionou chamar de binômio “de Newton”; também o método das fluxões, no qual se tornaria o atual cálculo diferencial e integral e que posteriormente viraria o motivo da disputa com Liebniz pela patente da descoberta.

Isaac Newton / Wikimedia Commons 

    
Além disso, no campo de estudos da óptica, os testes com o prisma levaram a formação da teoria das cores. Ensaios esses que foram de grande valia para o século 17. Como se isso já não bastasse, as competências manuais de Newton possibilitaram que ele próprio construísse suas ferramentas e equipamentos. Um exemplo disso foi que na época em que viveu tinha-se os telescópios de refração, mas que apresentavam o problema da aberração cromática; ele então desenvolveu o telescópio de reflexão, que eliminava essa deficiência.

Embora esse feito foi considerado por muitos uma idéia não totalmente genuína, Isaac foi o primeiro a colocá-lo em prática em 1669, e também o primeiro a explicar a aberração cromática. Assim, enviou um exemplar do tal telescópio à Royal Society em 1671 e, devido a isso, conseguiu ser eleito como membro dessa sociedade em 1672.

Na mesma altura, ele deu início as primeiras reflexões sobre o que viria a ser o princípio da inércia como sabemos atualmentem, fazendo descobertas sobre os choques ou colisões e as forças envolvidas no movimento circular.

Foi com essas mesmas análises e utilizando a terceira Lei de Kepler, que ele pode constatar que o “esforço que um planeta faz em sua órbita para se afastar do Sol” é proporcional ao inverso do quadrado da distancia entre o planeta e o Sol. Alguns historiadores afirmam que tal relação com o inverso do quadrado da distância já aparecia nos manuscritos de outros filósofos, mas Newton conciliou todas essas informações, dando origem ao que se tornaria, futuramente, a Lei da Gravitação Universal.

Com essa descoberta, ele consegiu eliminar a dependência da ação divina no universo e deu início à ciência contemporânea. Em 1667, ele retornou à universidade, e em seis meses, ele ganhou o título de fellow. Em dois anos, consegiu ser professor. A Grande Praga, pela qual Londres foi menos mortal do que a Peste Negra, ocorrida no século 14. Entretanto ela causou cerca de 100 mil mortes em 18 meses, representando cerca de um quarto da população londrina da época.


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