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Da fabricação a imunização: Tudo que você precisa saber sobre a CoronaVac

Produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac, a vacina tem 78% de eficácia contra casos leves do Coronavírus

Pamela Malva Publicado em 09/01/2021, às 08h00

Imagem meramente ilustrativa de produção de vacina
Imagem meramente ilustrativa de produção de vacina - Divulgação/Pixabay

Na manhã da última sexta-feira, 8, o Instituto Butantan oficializou o pedido de uso emergencial da CoronaVac à Anvisa. Criada em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, a vacina mostrou ser eficaz contra o novo Coronavírus.

Agora, segundo previsões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a análise do pedido pode demorar até dez dias. Nesse caso, se a vacina for aprovada, profissionais da saúde, indígenas, quilombolas e idosos devem ser imunizados primeiro.

Os recentes relatórios do instituto paulista, inclusive, comprovam que a vacina tem 78% de eficácia em casos leves da doença. 

Imagem meramente ilustrativa de pessoas com máscaras / Crédito: Divulgação

 

Pesquisas 

Em meio à busca incessante por um medicamento que coloque um fim na pandemia, a CoronaVac parece ser uma grande promessa. Segundo dados divulgados pelo Instituto Butantan, a vacina é 100% eficaz contra casos graves e moderados da doença.

Isso quer dizer que, com ela, as pessoas imunizadas podem não precisar mais ser internadas. Contra casos leves, os números são um pouco diferentes, mas continuam animadores. A eficácia, nesses casos, é de 78%.

No geral, portanto, os números são positivos e estão trazendo grandes expectativas. Mas, afinal, como a vacina que pode acabar com a pandemia realmente funciona? O que será injetado na população caso a CoronaVac seja aprovada?

Imagem meramente ilustrativa de pessao sendo vacinada / Crédito: Divulgação/Pixabay

 

Tecnologia de ponta

Para a produção da vacina que combate a Covid-19, cientistas usaram uma tecnologia bastante parecida com a utilizada em outros medicamentos. São técnicas usadas, por exemplo, nas vacinas da gripe e hepatite A.

Trata-se da inativação do próprio Coronavírus. Neste processo, os organismos responsáveis pela enfermidade são expostos, em laboratório, a calor e diversos produtos que inibem sua capacidade de reprodução, tornando-se inativados.

Uma vez impossibilitados de multiplicação, os vírus já podem ser injetados no corpo humano. Após a aplicação, então, os organismos invasores são identificados pelo sistema imunológico, que cria uma defesa contra a doença.

Imagem meramente ilustrativa de laboratório / Crédito: Divulgação/Pixabay

 

Luz no fim do túnel

Atualmente, o Instituto Butantan utiliza insumos importados da China para produzir a CoronaVac. Ainda assim, estima-se que a fábrica paulista, que funciona 24h por dia, será autossuficiente para produzir a vacina em breve.

Nesse sentido, a projeção é que São Paulo terá cerca de 60 milhões de doses do medicamento, disponíveis já em março deste ano. Depois disso, basta iniciar a campanha de vacinação no estado e, em seguida, no país todo.

Caso tenha a aprovação da Anvisa, inclusive, o Instituto Butantan planeja iniciar a imunização no dia 25 de janeiro, data do aniversário de São Paulo. Neste primeiro momento, serão cerca de 9 milhões de vacinados no grupo de risco até março, que representa uma notícia animadora.

Imagem meramente ilustrativa de vacinas / Crédito: Divulgação/Pixabay

 

Um amanhã promissor

No futuro, então, a esperança é de que a CoronaVac seja enviada para todo o Brasil. Para isso, o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já assinou a compra de 100 milhões de doses da vacina — o suficiente para imunizar metade da população brasileira.

Uma vez aprovadas, produzidas e adquiridas, as primeiras 46 milhões de doses serão entregues até abril, sendo que a campanha de vacinação deve começar entre janeiro e março. Depois disso, outras 54 milhões devem ser enviadas nos meses que compreendem 2021.

Por fim, resta saber se a vacina — da qual alguns setores da população ainda têm suspeita — será obrigatória. Nesse sentido, de acordo com o Supremo Tribunal Federal, nenhum estado ou município poderá exigir a vacinação por parte da população.

Ainda assim, é possível que, caso não sejam vacinados, os cidadãos percam alguns privilégios. Benefícios como a entrada em alguns estabelecimentos ou a realização de matrícula em escolas públicas, por exemplo, podem ser proibidos.


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