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Fortuna e escândalos ambientais: o império da família Koch, a segunda mais rica dos Estados Unidos

Atualmente, os lucros da família ultrapassam os 108 bilhões de dólares

Daniela Bazi Publicado em 03/02/2020, às 10h22 - Atualizado às 10h23

Imagem meramente ilustrativa de taças de champanhe
Imagem meramente ilustrativa de taças de champanhe - Divulgação/Gold Free Photos

A família Koch é dona da Koch Industries, uma grande refinaria de petróleo americana, fundada em 1940 por Fred C. Koch, eleita em 2010 pela revista Forbes como a segunda maior empresa de capital fechado dos Estados Unidos.

Os herdeiros da indústria são os irmãos Fred, Bill, Charles e David Koch, onde os dois últimos eram aqueles que estavam à frente da empresa, até a morte de David no ano passado, deixando apenas Charles como o principal responsável.

Boa parte do lucro familiar é utilizado para financiar candidatos do partido conservador dos Estados Unidos durante as eleições, além de investirem também em causas como redução do gasto fiscal, redução de impostos e ações que vão contra as ideias de controle das mudanças climáticas.

Um ano após a morte de seu pai, em 1968, os lucros da família eram de apenas 250 milhões de dólares por ano. Atualmente, o patrimônio da Koch Industries já ultrapassa 108 bilhões de dólares. Charles e David acumulavam cada um US$ 40 bilhões, de acordo com a Forbes.

A partir dos anos 2000, mesmo recebendo muito dinheiro apenas com a produção de petróleo, os Koch decidiram expandir os negócios, e passaram a atingir novas áreas do mercado.

Desde então, a empresa passou a ser dona de produtos agrícolas, empresas de transporte e fertilizantes, além de terem se tornados pioneiros em análises de dados, trabalhando também com previsão meteorológica especializada e no comércio de commodities, que são os produtos que funcionam como matéria-prima.

A Koch Industries se tornou rapidamente uma empresa global que, de acordo com o site oficial da companhia, conta com mais de 120.000 colaboradores e também investe em oleodutos, polímeros, refinarias de petróleo, copos de papel e vidros industriais.

Apesar de seu grande sucesso no mercado de trabalho, a indústria da família acabou se envolvendo em diversos escândalos criminosos. Eles já foram julgados e considerados culpados por falsificar 25 mil documentos com o intuito de ocultar o roubo de petróleo que faziam durante a década de 1980 em terras indígenas.

Em 1999, foram multados em 8 milhões de dólares por assumirem que despejavam águas residuais de amônia de forma ilegal no rio Mississipi e regiões próximas, e já chegaram a ser processados pela Agência de Proteção Ambiental por derramamento indevido de oleodutos em outros estados americanos durante os anos de 1988 e 1996.


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