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Frustração, promessa e a inspiração no pai: Como foi a infância de Pelé

Maior jogador da história do futebol, que completa 80 anos essa semana, mudou, ainda jovem, de Três Corações (MG) para a cidade paulista de Bauru, e foi lá onde desenvolveu a paixão pelo esporte que o fez encantar o mundo

Fabio Previdelli Publicado em 19/10/2020, às 15h05

Foto de Pelé quando criança
Foto de Pelé quando criança - Divulgação/ Instagram/ Pelé

Nome mais famoso da cidade de mineira de Três Corações, Edson Arantes do Nascimento nasceu em 23 de outubro de 1940. Fruto de uma tabelinha de João Ramos do Nascimento, o seu Dondinho, com dona Celeste Arantes.  

O garoto, que é o mais velho de três irmãos, foi batizado como homenagem ao inventor Thomas Edison, de quem o pai era fã. Porém, com uma pequena diferença: “Na minha certidão de nascimento, o meu nome aparece como Edison, com ‘i’, um erro que persisti até hoje... Para meu eterno aborrecimento”, descreve o próprio em Pelé: A Autobiografia (Editora Sextante). 

Foto de documento de Pelé quando criança / Crédito: Divulgação/ Instagram/ Pelé

 

Com ou sem erro de digitação, uma coisa era certa: a admiração do garoto por seu pai, que era jogador de futebol. Não raro, contava com orgulho a oportunidade em que seu Dondinho marcou cinco gols de cabeça num único jogo — feito que Pelé jamais foi capaz de superar em sua carreira vitoriosa.  

Em 1945, a família muda para Bauru, no interior de São Paulo, onde Dondinho, que era centroavante, atuaria pelo Bauru Atlético Clube. Desde essa época, o pequeno Edson se viu encantado com o esporte, tanto que dava mais importante ao BAC — apelido pelo qual o time de Bauru era conhecido — do que a escola.  

Origem do apelido  

Além de seu pai, o jovem também tinha outra inspiração no futebol, o goleiro Bilé, titular absoluto do desconhecido Vasco de São Lourenço (MG), antigo time de seu pai. Pode parecer estranho, mas aquele que se acostumaria a infernizar as zagas adversárias gritava “Biléee” ou Segura Bilé” toda vez que fazia uma defesa imaginária.  

Mas, quis o destino, que esse ilustre desconhecido se tornasse o motivo pelo qual o garoto recebeu o apelido de quatro letras que o mundo inteiro sabe a quem pertence. Com a fala ainda confusa e o sotaque mineiro forte, Bilé soava mais como Pilé, e daí para Pelé foi algo, como podemos imaginar, mais natural.  

Foto de Pelé quando era mais novo / Crédito: Divulgação/ Instagram/ Pelé

 

O apelido pegou e encantava a todos, assim, como no futuro, encantaria muito mais —não só uma nação, mas todos os aficionados por um dos esportes mais populares do mundo.  

Copa de 50: A frustração e a promessa de Pelé 

O futebol, assim como todas as práticas esportivas, tem seus dias de glórias, claro, mas também tem momentos tristes e frustrantes. Se dentro das quatro linhas pai e filho se divertiam com a bola nos pés, fora delas sofreram com a Copa do Mundo de 1950.  

A alegria que persistia no início do jogo durou pouco. Às 16 horas e 50 minutos do dia 16 de julho, eles (e o Maracanã todo) se calaram ao ver a esquadra uruguaia superando a Seleção Brasileira. Mesmo precisando apenas de um empate para ganharem seu primeiro título, os jogadores brasileiros não conseguiram segurar a garra e determinação dos Celestes, que saíram em desvantagem no placar e buscaram a virada com um gol de Ghiggia, no final da partida.  

Foto de Pelé nos seus primeiros anos de Santos/ Crédito: Divulgação/ Instagram/ Pelé

 

O mesmo silêncio que marcou o Maracanaço — como o fatídico episódio ficou conhecido — tomou conta da casa dos Arantes do Nascimento. Mas, diferentemente do público que lotava o recém inaugurado estádio carioca, o jovem Edson tinha certeza de que os tempos áureos da seleção canarinho ainda chegariam. E, como se pudesse adivinhar o futuro, prometeu ao seu pai: “Um dia vou ganhar a Copa do Mundo para o senhor”.


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