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“Gosto mais de ser interpretado do que de me explicar”, dizia Vargas

Presidente a ficar mais tempo no cargo, Vargas é um dos personagens mais intrigantes da história brasileira

Rodrigo Trespach Publicado em 06/06/2021, às 10h00

O ex-presidente do Brasil, Getúlio Vargas
O ex-presidente do Brasil, Getúlio Vargas - Getty Images

Ninguém ficou tanto tempo na presidência quanto Getúlio Vargas. Foram 18 anos divididos em dois períodos.

O espaço de tempo maior, 15 anos, durou da Revolução de 1930 até seu afastamento em 1945; primeiro como chefe do Governo Provisório
(1930-1934), depois como presidente constitucional (1934-1937), e, finalmente,
como ditador no Estado Novo (1937-1945).

A passagem mais curta pelo poder, de três anos, ocorreu durante o período democrático, entre a posse em 1951 e o suicídio em 1954.

Vargas é um dos personagens mais intrigantes da história brasileira. Pouquíssimos exercitaram tão profundamente as contradições da condição humana quanto ele. Como ditador nacionalista, namorou o nazifascismo europeu, mas se casou com a democracia
estadunidense, perseguiu o fascismo integralista e o comunismo.

Getúlio Vargas após a revolução de 1930 / Crédito: Wikimedia Commons


Usou dinheiro dos capitalistas para desenvolver e modernizar o país ao mesmo tempo
que dava forma à legislação trabalhista, atendendo às aspirações populares nacionais.

Como presidente eleito, lutou contra o capital estrangeiro que havia financiado a industrialização do Brasil, aproximando-se dos sindicatos e de uma política social
que não contava com o apoio da esquerda.

No mesmo pequeno corpo conviveu o homem que deu ao país os direitos trabalhistas e a repressão à liberdade de expressão e aos direitos civis e políticos, que assinava e rasgava constituições com a mesma facilidade e calma que acendia um charuto. “Gosto
mais de ser interpretado do que de me explicar”, afirmou.


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