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Há 1 ano, morria de covid-19 o pastor norte-americano que negligenciou o começo da pandemia

Em 11 de abril de 2020, o religioso que havia afirmado que ‘Deus é maior que o vírus’ foi uma das vítimas fatais da doença

Penélope Coelho Publicado em 07/04/2021, às 11h56

Pastor Gerald Glenn durante culto
Pastor Gerald Glenn durante culto - Divulgação/ Igreja Evangelística da Nova Libertação

Logo no início da pandemia do novo coronavírus, em março de 2020, um nome em específico chamou a atenção: tratava-se do pastor evangélico Gerald Glenn. As falas do norte-americano em meio à pandemia foram consideradas polêmicas, já que o homem menosprezava a doença.

Além de se negar a cumprir o isolamento social, o religioso também não tinha a intenção de parar de pregar de maneira presencial. Contudo, como revelou uma reportagem publicada pelo G1 em abril do ano passado, Glenn faleceu justamente por complicações causadas pela Covid-19.

Vida religiosa

Por mais de 40 anos, Gerald foi uma das figuras de destaque da comunidade religiosa da Virginia, Estados Unidos. O homem — que antes de se tornar pastor era policial — pregava ao lado de sua esposa, na igreja evangélica New Deliverance e era conhecido por sua influência na região.

Fotografia de Gerald Glenn / Crédito: Divulgação/New Deliverance Evangelistic Church

 

Pai de cinco filhos, o pastor não era apenas um líder religioso de sua região, o homem também era ativo e construiu um relacionamento entre a igreja e a comunidade, por isso, o que ele falava costumava ser levado em consideração.

Contudo, quando o mundo foi assolado pela pandemia do novo coronavírus, a influência do pastor passou a ser perigosa.

Negacionismo e morte

Em março de 2020, a situação relacionada ao novo coronavírus já era considerada preocupante no mundo, por isso, as autoridades já haviam declarado a importância de se cumprir a quarentena, evitando aglomerações.

Contudo, as regras não foram bem aceitas por Glenn, que se negou a acreditar na gravidade do vírus e pregou esse pensamento para sua comunidade.

No dia 22 de março, o homem veio a público em um culto e fez declarações polêmicas. Na ocasião, o pastor afirmou que acreditava fielmente que Deus era “maior que esse vírus amedrontador”.

Imagem ilustrativa de álcool em gel e máscara / Crédito: Divulgação/Pixabay

 

O homem continuou e ainda disse que seguiria pregando para sua comunidade, e que só pararia se estivesse “na cadeia ou no hospital”, como revelou a imprensa norte-americana na época. Glenn ainda afirmava que seu trabalho era considerado essencial, já que ele era um pregador e falava com Deus.

Alguns dias depois do polêmico culto, Gerald começou a apresentar sintomas e logo veio o diagnóstico: o pastor havia testado positivo para o novo coronavírus. Sua esposa, Marcietia Gleen, também foi infectada.

Contudo, para o pastor as coisas não terminaram bem. No dia 11 de abril de 2020, sua morte foi anunciada, o homem não resistiu às complicações causadas pela Covid-19.

Na ocasião, em entrevista ao jornal Business Insider, a filha do religioso, Mar-Gerie Crawley, falou sobre a atitude de seu pai e de sua mãe em relação ao novo coronavírus: "Eles não sabiam o quão sério era [...] às vezes você não sabe no que confiar, ou em quem acreditar”, revelou Crawley.

Na época da morte do pastor, cerca de 120 mil pessoas já haviam morrido em decorrência da doença, ao redor do mundo. Hoje o número é ainda mais alarmante, de acordo com os últimos dados divulgados, cerca de 2,87 milhões de pessoas já perderam a vida em decorrência da doença.

Além disso, o distanciamento social, o uso de máscaras e o uso de álcool em gel, continuam sendo regras válidas e recomendações básicas para tentar evitar que o vírus se espalhe ainda mais.


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