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Há 101 anos, Mussolini fundava seu movimento político fascista

Após romper com os socialistas, Il Duce cria o nacionalista Fasci di Combattimento e, posteriormente, se alia com a Alemanha na Segunda Guerra Mundial

Fabio Previdelli Publicado em 23/03/2020, às 12h00

Benito Mussolini, fundado do Partido Fascista Italiano
Benito Mussolini, fundado do Partido Fascista Italiano - Getty Images

Em 23 de março de 1919, Benito Mussolini, veterano italiano da Primeira Guerra Mundial, rompe com os socialistas e cria o nacionalista Fasci di Combattimento, nomeado em homenagem aos revolucionários camponeses italianos do século 19.

Comumente conhecido como Partido Fascista, a nova organização de direita de Mussolini defendia o nacionalismo italiano. Marcados por usarem camisas negras como uniformes, o grupo lançou um programa de terrorismo e intimidação contra seus oponentes de esquerda.

Em outubro de 1922, Mussolini liderou os fascistas em uma marcha em Roma. Quando as tropas ganharam as ruas da cidade italiana, o primeiro ministro Luigi Facta tentou declarar estado de sítio, que acabou sendo anulado pelo rei Victor Emannuel III. No dia seguinte, 29 de outubro, o rei nomeou Benito Mussolini como Primeiro Ministro italiano, transferindo assim o poder político para os fascistas sem a necessidade de um conflito armado.

Fascistas marchando em direção a Roma / Crédito: Wikimedia Commons

 

Inicialmente, Mussolini, que foi nomeado à frente de um gabinete fascista de três membros, cooperou com o parlamento italiano, mas auxiliado por sua brutal organização policial, ele logo se tornou o ditador efetivo da Itália.

Em 1924, uma reação socialista foi suprimida e, em janeiro de 1925, um estado fascista foi oficialmente proclamado. Assim, Mussolini passou a ser conhecido com a alcunha de Il Duce (ou O Líder).

A partir daí, Mussolini apelou aos antigos aliados ocidentais da Itália por novos tratados, mas sua brutal invasão da Etiópia em 1935 acabou com toda a esperança de aliança com as democracias ocidentais.

Em 1936, Mussolini juntou-se ao líder nazista Adolf Hitler no apoio às forças nacionalistas de Francisco Franco na Guerra Civil Espanhola, levando à assinatura de um tratado de cooperação na política externa entre a Itália e a Alemanha nazista em 1937.

Embora a revolução nazista de Adolf Hitler tenha sido modelada após a ascensão de Mussolini e do Partido Fascista Italiano, Il Duce provou ser o parceiro mais fraco do Eixo Berlim-Roma durante a Segunda Guerra Mundial.

Em julho de 1943, o fracasso do esforço de guerra italiano e a invasão iminente do continente italiano pelos Aliados levaram a uma rebelião dentro do Partido Fascista. Dois dias após a queda de Palermo, em 24 de julho, o Grande Conselho fascista rejeitou a política ditada por Hitler através de Mussolini e, em 25 de julho, Il Duce foi preso.

O marechal fascista Pietro Badoglio assumiu as rédeas do governo italiano e, em setembro, a Itália se rendeu incondicionalmente aos aliados. Oito dias depois, comandos alemães libertaram Mussolini de sua prisão nas montanhas Abruzzi, e mais tarde ele foi feito o líder fantoche do norte da Itália controlado pela Alemanha.

Com o colapso da Alemanha nazista em abril de 1945, Mussolini foi capturado por guerrilheiros italianos e em 29 de abril foi executado por fuzilamento com sua amante, Clara Petacci, após uma breve corte marcial. Na madurada do dia 29, seus corpos foram levados até Milão, onde permaneceram expostos ao público, amontoados em uma pilha, em um posto de gasolina da praça de Loreto.

Corpo de Mussolini foi exposto ao público e perdurado de cabeça para baixo / Crédito: Domínio Público

 

Uma multidão chutou, baleou, cuspiu e urinou nos corpos, que depois foram perdurados de cabeça para baixo em uma viga de metal. Pendurados, os corpos passaram por horas de humilhação e profanação, como resposta dada pela população italiana (do Norte, no caso) ao legado de perseguições, assassinatos, derrotas e caos econômico de Mussolini.


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