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Há 107 anos, era encontrado o busto de Nefertiti, uma das descobertas mais importante do século 20

Um dos mais icônicos símbolos do mundo faraônico, com 50 centímetros de altura, é considerado uma obra inacabada

André Nogueira Publicado em 06/12/2019, às 08h00

O importante busto da rainha
O importante busto da rainha - Getty Images

Em 1912, durante a era das expedições europeias no Oriente Médio, uma equipe de arqueólogos alemães liderados por Ludwig Borchardt encontrou um sítio em Tell el-Amarna (Akhetaton) que ficou conhecido como Ateliê Tutmés. Lá, foi descoberto um dos artefatos mais icônicos do Antigo Egito: o busto de Nefertiti.

Este objeto foi levado para a Alemanha, onde foi conservado em diversas localidades diferentes antes de chegar no Neues Museum, onde está hoje, apesar dos diversos processos que tentam repatriar o documento de cultura material.

O busto é uma escultura da rainha egípcia feita em calcário, e possui 3.400 anos de idade. Acredita-se que o objeto é obra de um escultor de nome Tutmés, como o faraó do Novo Reino, próximo a 1345 a.C.

Busto em exposição na Alemanha / Crédito: Getty Images

 

Nefertiti era esposa do então faraó Akhenaton, o famoso rei egípcio que tentou implantar o henoteísmo de Aton. Reconhecida como uma das figuras mais icônicas da Antiguidade, a rainha era referência e teve grande importância em sua época.

Boa parte das informações sobre seu papel desapareceu das Crônicas de Amarna (um dos principais documentos da época) e muitos acreditam que isso ocorreu como queima de arquivos depois que Nefertiti deixou o trono - muitos acreditam que haveria comandado o Egito após a morte do marido.

O busto de Nefertiti / Crédito: Wikimedia Commons

 

Os alemães consideram o busto de Nefertiti um símbolo cultural de Berlim e de suas posses arqueológicas. Ao mesmo tempo, a imagem do objeto é uma das principais referências visuais que o mundo tem sobre a Antiguidade egípcia.

Há ainda suspeitas de que o artefato é falsificado. Ressaltando que o busto não possui qualquer inscrição ou marca de identificação, o que é incomum no mundo faraônico. Entretanto, existem poucos estudos contundentes que realmente confirmam essa teoria.


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