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Há 132 anos, Mary Ann Nichols era brutalmente assassinada por Jack, O Estripador

Ela foi a primeira vítima do assassino em série e abriu portas para uma sequência de feminicídios em Whitechapel, Londres

Giovanna de Matteo Publicado em 31/08/2020, às 18h20

Ilustração do assassino
Ilustração do assassino - Wikimedia Commons

Já imaginou encontrar o corpo de uma mulher embalado em lonas jogadas na calçada durante a madrugada? Essa foi a visão de Charles Allen Cross, que, ao inspecionar a cena, descobriu que a lona escondia um homicídio. A mulher encontrada era Mary Ann "Polly" Nichols, a primeira vítima do assassino em série conhecido como Jack, o Estripador.

Era 31 de Agosto de 1888, há exatos 132 anos, quando os motoristas Charles Cross e Robert Paul, se aproximaram do local em direção ao corpo para examiná-lo, tentando achar algum rastro de vida. Com dúvidas sobre o estado da moça, os dois decidiram buscar ajuda da polícia. 

Ilustração mostra o corpo de Mary Ann Nichols sendo analisado / Crédito: Wikimedia Commons

 

Após o conhecimento do ocorrido, policiais foram até a cena do crime para investigar. O cirurgião Dr. Llewellyn foi chamado para inspeção e, após observar que a moça havia sido infligida por dois cortes profundos na garganta, declarou sua morte oficial, que teria ocorrido pouco antes do corpo ser encontrado. Ele ordenou que removessem o cadáver para o necrotério, onde passaria por um novo exame, agora mais aprofundado.

O médico legista descobriu que os ferimentos na garganta haviam sido infligidos da esquerda para a direita, sugerindo que assassino poderia ser canhoto. Além disso, o rosto de Mary estava danificado e seu abdômen apresentava marcas de mutilação. Cada ferimento foi feito de uma maneira bastante violenta por uma única faca. Llewellyn opinou sobre sua suspeita de que o assassino possuía algum conhecimento anatômico, o que poderia constar para descobrir sua identidade.

A mulher foi identificada por uma moça que morava na mesma pensão que ela. Mary Ann Nichols foi vista pela última vez por Emily Holland, que afirmou ter visto a jovem totalmente bêbada, caindo contra as paredes de uma mercearia, aproximadamente às 2h30. Apesar de Holland ter tentado persuadir Nichols a voltar para sua pensão, ela recusou, dizendo que havia gastado todo o seu dinheiro para hospedagem. Assim, as duas se separaram e Mary seguiu em direção a Whitechapel Road.

A busca por suspeitos não resultou em muita coisa e todos os interrogados acabaram sendo descartados. A polícia também interrogou os residentes da propriedade mais próxima de onde o corpo foi encontrado, mas o resultado apresentado foi que, embora vários residentes estivessem acordados de madrugada, nenhum tinha visto ou ouvido nada fora do comum naquela noite.

Edição do The Illustrated Police News retratando o inquérito sobre o assassinato de Nichols / Crédito: Wikimedia Commons

 

O inquérito de Nichols foi concluído sem que se soubesse a identidade de seu assassino. O crime, no entanto, é reconhecido como uma das ações do serial killer 'Jack, o estripador', por causa das semelhanças entre a morte de Nichols e de outras vítimas, como Annie Chapman, cuja investigação foi diretamente relacionada à de Mary Ann.

Após esses crimes, mais uma onda de assassinatos no mesmo estilo aconteceram. Os homicídios subsequentes de Elizabeth Smith e Catherine Eddowes, e de Mary Jane Kelly em 9 de novembro, também foram ligados por um modus operandi semelhante. Nos crimes, os ataques eram bastante similares, com o uso de facas e cortes bem definidos, além das características das vítimas — todas eram mulheres pobres e prostitutas. Por conta disso, essa lista de crimes foi atribuída, tanto pela imprensa, quanto pelo público ao um único assassino em série, o terrível 'Jack, o Estripador'.


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