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Há 19 anos, o mundo era abalado pelo atentado ao World Trade Center

"Quando a segunda torre caiu, o mundo já estava diferente", diz historiador

Ingredi Brunato Publicado em 11/09/2020, às 00h00

Torres Gêmeas soltando fumaça após impacto dos aviões.
Torres Gêmeas soltando fumaça após impacto dos aviões. - Wikimedia Commons

O atentado consistiu em dois aviões comerciais que foram sequestrados por terroristas, e se chocaram contra as Torres Gêmeas, na cidade de Nova York, Estados Unidos. Duas horas após o impacto, ocorreu o desabamento dos dois edifícios do complexo empresarial que havia se tornado um símbolo do desenvolvimento econômico norte-americano.  

Estima-se que quase três mil pessoas morreram nesse dia, somando quem estava dentro das torres e também os presentes nos voos. A economia de Nova York também foi severamente abalada, por conta da perda de bilhões de dólares em escritórios dentro do complexo. Mais do que as perdas físicas, no entanto, o ataque parecia desafiar hegemonia dos Estados Unidos, ao ter como alvo justamente um símbolo de sua riqueza. 

A reação do presidente da época ao acontecido, George Bush, estabeleceu o que ficou conhecido como a “Guerra ao Terror”. Isso porque o atentado foi atribuído à facção terrorista al-Qaeda, composta por um grupo de islâmicos extremistas, e mais especificamente, ao fundador da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, que foi considerado a mente por trás de tudo, e se tornou instantaneamente um dos homens mais procurados do mundo. 

World Trade Center depois do desabamento. Crédito: Wikimedia Commons

 

Além do World Trade Center, diversos outros prédios nas proximidades do complexo industrial acabaram sendo danificados pelos detritos do desabamento. Os menos afetados foram depois restaurados, enquanto os mais abalados precisaram ser destruídos. 

Os dois aviões que se chocaram contra as Torres Gêmeas não foram os únicos a serem sequestrados: outros dois também tinham sido, e embora um deles tenha caído em um campo aberto na Pensilvânia, sem causar muito estrago além da morte dos próprios passageiros. O outro caiu no Pentágono, provocando incêndios e desabamento de parte do prédio. 

A grande invasão

Após a tragédia do World Trade Center, que ganhou repercussão mundialmente, Bush organizou uma invasão ao Afeganistão, onde estava localizado o Talibã, grupo fundamentalista islâmico, que estaria protegendo a Al-Qaeda. Quando demandada a entrega de Bin Laden, o Talibã teria se recusado sob o argumento que não haviam ainda provas contra ele. 

Outra medida do presidente norte-americano, que causa controvérsia até os dias atuais, é o decreto do Ato Patriota, que deu permissão aos órgãos de inteligência dos Estados Unidos interceptem ligações telefônicas e e-mails, sem que fosse necessário consultar o sistema de justiça. Em 2015, esse decreto foi substituído pelo Ato de Liberdade, que possui diversas mudanças em relação ao manuseamento de dados, e quem pode guardá-los. 

Destruição causada pelo avião no Pentágono. Crédito: Wikimedia Commons 

 

 

O atentado ao World Trade Center, independentemente das crenças da pessoa que o encare, deixou uma marca relevante na sociedade norte-americana. Após o ataque, estudos puderam checar um aumento do foco na vida familiar, maior volume nas Igrejas e também um reforço do patriotismo. O mercado audiovisual norte-americano acabou incluindo o evento em suas narrativas em diversos momentos. 

Uma das consequências mais sutis, talvez, embora ainda significativas, é o fato da data de 11 de setembro ter começado a ser vista como “maldita” ou “um dia de azar” para os norte-americanos, com os cidadãos evitando marcar casamentos ou outras ocasiões festivas nesse dia do ano. 

É claro que os acontecimentos de um único dia não mudam a história. Às vezes são seus desdobramentos que acabam transformando o mundo. Às vezes nem é o mundo que muda, é o jeito das pessoas verem o que está a sua volta que se transforma e tudo parece alterado.

Às vezes o fato em si não muda nada, mas indica que algo mudou. E as vezes, é tudo isso junto. "Os atos de terror de 11 de setembro foram assim", diz Dermot Keogh, historiador da Universidade de Cork, na Irlanda, e autor de World After 9/11, (O Mundo Depois de 11/9).

Para ele, mais que as ações dos terroristas, que ainda lançaram um terceiro avião sobre o Pentágono, em Washington, são os minutos em que todos paramos para ver o que acontecia em Nova York que importam. "Quando a segunda torre caiu, o mundo já estava diferente."


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