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Há 193 anos, nascia o escritor russo Liev Tolstói

Sendo um dos mais importantes autores da literatura ocidental, ele assina o nome de obras como Guerra e Paz

Rafaela Bertolini, sob a supervisão de Isabella Bisordi Publicado em 09/09/2021, às 17h58

Liev Tolstói em 1891
Liev Tolstói em 1891 - F. W. Taylor / Domínio Público, via Wikimedia Commons

Nascido em 1828 na Iásnaia Poliana, província russa de Tula, Tolstói viria a ser conhecido por muitos nomes como Liev e Leon, mas carregaria o nome de grandes obras como "Guerra e Paz” e “Anna Karenina”, que o consagraram como um dos maiores pensadores e escritores russos de todos os tempos.

Segundo a IstoÉ, ele era conhecido por ser um autor controverso, com opinião que ia contra a ideia comum de temas como religião, Estado e propriedade, cosumo de carne e sexo - sendo que sua ideologia o fizeram ficar conhecido como um anarquista pacifista que influenciou pensadores como Mahatma Gandhi.

Vida Pessoal e Carreira

Tolstói e seus quatro irmãos se tornaram órfãos muito cedo com a morte de seu pai viúvo em 1837. Sua família acabou sendo criada pelas tias paternas e, aos 16 anos, já era considerado um jovem extremamente culto e inteligente, sendo que ingressou cedo na vida universitária em Kazan, onde iniciou o estudo Ciências Políticas e Línguas Orientais em 1844.

Jovem Tolstói em 1848 - Autor desconhecido / Domínio Público, via Wikimedia Commons
Jovem Tolstói em 1848 - Autor desconhecido / Domínio Público, via Wikimedia Commons

 

Até o início da década de 1850, viveu uma vida cheia de luxos em sua propriedade no campo, com visitas eventuais à Tula e São Petersburgo, com a vida social sempre regada a jogos de cartas e bebidas. No entanto, em 1851 sua vida confortável mudou drasticamente com a sua entrada no exército quando, segundo a Revista Galileu, iniciou a sua vida na literatura com as obras Infância e Memórias. Sua experiência no exército também o levaram a decidir que não serviria a nenhum governo, tornando-se um anarquista que promovia a não-violência.

Histórias controversas

Apesar de ser um grande intelectual, Tolstói tinha problemas na sua vida pessoal quanto ao seu histórico de relacionamentos. Ele perdeu a virgindade aos 14 anos com uma prostituta e costumava a escrever sobre suas experiências no mundo da prostituição - relatos que compartilhou com sua esposa Sofia Behrs após seu casamento, que viria acontecer 20 anos depois. Sua união era controversa, sendo que Sofia era considerada quase uma assistente pessoal de Tolstói. Ela escreveu o manuscrito de Guerra e Paz oito vezes para torná-lo legível enquanto cuidava de nove filhos que foram fruto de seu matrimônio.

Tolstói e sua família - Autor desconhecido / Domínio Público, via Wikimedia Commons
Tolstói e sua família - Autor desconhecido / Domínio Público, via Wikimedia Commons

 

O autor também viveu em uma constante guerra com a religião por ter uma crise na busca de achar ideais para acreditar. Passou pela religião ortodoxa oficial até adotar um cristianismo primitivo e evangélico que era puramente moral e sem dogmas. Isso o levou a publicar obras como “Crítica da Teologia Dogmática” (1880), “Que é a Minha Fé” (1880) e “O Reino de Deus é Dentro de Nós” (1891) - que o fizeram ser excomungado pela Igreja Ortodoxa.

Tolstói também era visto como controverso por ser a favor do vegetarianismo, sendo totalmente contra o consumo de carne, afirmando que “um homem pode viver e ser saudável sem matar animais como alimento; portanto, se ele come carne, ele participa da vida animal apenas por causa de seu apetite. E agir assim é imoral”. Ele também ia contra o sexo sem fins reprodutivos.

“Guerra e Paz” e outras obras

O seu maior sucesso publicado em 1865, Guerra e Paz, reconstrói a Rússia no tempo de Napoleão ao acompanhar cinco famílias aristocráticas russas entre o período de 1805 a 1820. No romance, ele narra a marcha das tropas napoleônicas e o impacto brutal que elas causaram sobre a vida dos personagens, retratando uma Rússia imponente, poderosa e profundamente humana.

Após sua ascensão como autor, Tolstói publicou outros livros que viriam a se tornar clássicos da literatura, como o romance “Anna Karenina” e a novela “A Morte de Iván Ilitch”. Com o passar do tempo e com o seu envelhecimento, o escritor passou a deixar o caráter literário de lado, tomando uma posição política e polêmica em suas obras.

Retrato de Liev Tolstói entre 1880 e 1886 - Sass, Moscow. /  Domínio Público, via Wikimedia Commons
Retrato de Liev Tolstói entre 1880 e 1886 - Sass, Moscow. / Domínio Público, via Wikimedia Commons

 

Liev Tolstói teve um fim parecido com o de Anna Karenina com sua morte na estação de trem de Astapovo no dia 28 de outubro de 1910. Porém, ao contrário da personagem que faleceu devido a um suicídio, ele morreu de pneumonia que contraiu ao fugir de casa durante um período de inverno intenso.


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