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Há 25 anos, um trágico acidente tirava a vida dos Mamonas Assassinas

Em 1996, o avião que transportava os 5 membros da banda se chocava contra a Serra da Cantareira após um erro de comando

Wallacy Ferrari Publicado em 02/03/2021, às 12h02

Os membros reunidos em um ensaio fotográfico
Os membros reunidos em um ensaio fotográfico - Divulgação / Manchete

Autoproclamados como uma banda do gênero “sonrisal”, os Mamonas Assassinas realizavam seu último show no estádio Mané Garrincha, em Brasília, na noite do dia 2 de março de 1996.

Coincidentemente, o show era o último da turnê; os rapazes retornariam a Guarulhos, cidade onde o conjunto foi formado, e pousariam no aeroporto, em Cumbica, São Paulo. Com o fim da turnê, iniciariam os preparativos para a gravação do segundo disco, em Portugal.

No entanto, o avião Learjet PT-LSD — que já apresentava erros durante o último mês de uso, conforme documentado pela equipe do MTV na Estrada — que acompanhou a banda em alguns dias da turnê, tinha um piloto com apenas 170 horas de voo naquele modelo de aeronave. O recomendado seria 500 horas, como informou a Folha.

Os Mamonas Assassinas durante apresentação em Fortaleza / Crédito: Wikimedia Commons

 

Acidente fatal

Graças a um erro de aproximação, a primeira tentativa de pouso na pista do aeroporto foi um total fracasso, obrigando o mesmo a retomar o voo e realizar um contorno. Afirmando ter condições visuais, o piloto solicitou o contorno à esquerda, que foi aceito erroneamente pela torre de comando.

O erro resultou em uma virada direcionada a Serra da Cantareira, em alta velocidade e com a visão prejudicada, levando o avião a colidir em alta velocidade com a montanha — resultando em uma grande fumaça identificada por um avião da Varig, que informou Cumbica sobre o sumiço no radar.

Todos os 7 passageiros, incluindo Dinho, Bento, Júlio e os irmãos Sérgio e Samuel, membros do Mamonas, e os dois tripulantes que conduziam a aeronave faleceram imediatamente com o choque.

Pela chuva e condições do local, o resgate dos corpos só pode ser concluído na manhã do dia seguinte, sendo televisionado em caráter de urgência pelas principais emissoras do país.

 

Perda e legado

Em estimativa do Corpo de Bombeiros na época, como informou a Folha, as cerimônias fúnebres dos membros da banda nos três dias seguintes ao acidente movimentaram mais de 100 mil fãs entre o ginásio Paschoal Thomeu, onde ocorreu o velório, até o enterro no cemitério Parque Jardim das Primaveras, ambos em Guarulhos.

Até o fim daquele ano, o grupo totalizou mais de 3 milhões de cópias vendidas do álbum de estreia, tendo a certificação tripla em diamante e considerado o terceiro disco mais vendido na história do país pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos. Após a morte, ainda tiveram três coletâneas e 2 álbuns ao vivo lançados.

Em 2019, com as frequentes visitas ao cemitério onde o grupo está enterrado, uma startup realizou uma parceria com a administração do local para instalar códigos QR para a leitura de informações e curiosidades sobre os membros da banda, como informou a revista Época.


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