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Há 52 anos, Martin Luther King era brutalmente executado nos EUA

Neste dia, em 1968, o ativista americano era morto. Entenda seus momentos finais e como a família não aceita ainda hoje a explicação oficial

Simone Bitar Publicado em 03/04/2020, às 07h00

Dr. Martin Luther King, um dos principais defensores das pautas dos direitos civil dos negros nos EUA
Dr. Martin Luther King, um dos principais defensores das pautas dos direitos civil dos negros nos EUA - Domínio Público

Em 4 de abril de 1968, King estava em Memphis, no Tennessee, para apoiar uma greve de lixeiros. Sua liderança estava desgastada, assim como sua capacidade de sonhar com um país mais justo. A desilusão dava o tom do sermão que ele começou a escrever naquela tarde, intitulado “Por que a América deve ir para o inferno”. O texto ficou inacabado. Às 18h01, enquanto conversava com amigos na sacada do Lorraine Motel, King levou um tiro no pescoço. Hospitalizado, morreu por volta das 19h. Cinco dias depois, o pastor foi enterrado em Atlanta, num funeral acompanhado por 300 mil pessoas.

Martin caído no chão / Crédito: Getty Images

 

Foi por pouco que Joseph Louw perdeu a chance de registrar a tragédia. O cineasta e fotógrafo sul-africano decidiu interromper seu jantar para voltar ao quarto e assistir ao noticiário da noite na TV. Então ouviu o tiro, correu para a sacada e ainda teve tempo de ver o defensor dos direitos civis tombando ao chão. Percebendo que não havia o que fazer, pegou sua câmera e bateu dois rolos de imagens, dentre os quais surgiu a foto acima. 

Louw teve o bom gosto de não pôr o corpo em evidência. “Nunca o fotografei no rosto. Senti que devia manter distância e respeito”, afirmou. O que aparece em destaque são os parceiros de King apontando na direção em que o assassino havia fugido. 

Esse, na versão oficial dos fatos, era James Earl Ray. Após diversas passagens pela prisão por roubo e assalto, James havia se tornado um supremacista branco independente, sem qualquer conexão – enfim, um joão-ninguém. Três dias antes do crime, em 1º de abril de 1968, Ray ficou sabendo que King faria um discurso em Memphis, foi de carro para a cidade e alugou um quarto em frente ao do líder. Acabou capturado dois meses depois em Londres e confessou o assassinato no ano seguinte. 

Na sacada, pouco antes da tragédia / Crédito: Wikimedia Commons

 

Fim do caso? Ray acabou por retirar a confissão e passou o resto da vida dizendo que só o fez para escapar da pena de morte. A família de King ainda hoje acredita que ele foi bode expiatório de uma conspiração envolvendo o governo americano. Após a morte, virou nome de ruas, escolas e bibliotecas. Em 2008, foi inaugurado seu memorial no National Mall – próxima à Casa Branca, onde foi feito o discurso “Eu tenho um sonho”.

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