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Há 68 anos, a rainha Elizabeth II assumia o trono do Reino Unido

Após a morte de seu pai, George VI, a mais nova monarca de apenas 25 anos iniciava seu reinado, tornando-se uma das mulheres mais importantes da Grã-Bretanha

Daniela Bazi Publicado em 06/02/2020, às 08h00

Elizabeth II e seu marido, o príncipe Philip, no dia de sua coroação
Elizabeth II e seu marido, o príncipe Philip, no dia de sua coroação - Getty Images

Em 1951, George VI, pai de Elizabeth, sofria com a sua saúde debilitada, obrigando a principal herdeira do trono a representá-lo em inúmeros compromissos oficiais. Nesse período, seu secretário particular, Martin Charteris, sempre carregava um rascunho do discurso de ascensão ao trono caso o rei morresse enquanto a futura rainha estava ausente.

No começo do ano seguinte, a então princesa e seu marido foram para mais uma viagem em nome do rei, a caminho do Quênia. No dia 6 de fevereiro, o governo britânico enviou uma mensagem de emergência para o casal real avisando sobre o falecimento de George VI. O Reino Unido tinha, automaticamente, uma nova rainha de apenas 25 anos.

O primeiro a saber do acontecimento foi Philip, que ficou encarregado de contar para Elizabeth sobre a morte do pai e que, a partir daquele momento, ela havia se tornado a rainha do Reino Unido. Como parte do protocolo, Martin a perguntou sobre qual nome gostaria de ser chamada como soberana, e a mesma respondeu "Meu próprio, é claro – qual outro?".

Elizabeth é a rainha a mais tempo no trono britânico / Créditos: Getty Images

 

A viagem foi cancelada e o casal voltou às pressas para a Inglaterra. Ao chegarem no aeroporto, a mais nova rainha não pode sair do avião até que a levassem alguma roupa preta para representar o luto, pois não tinha levado nenhuma em sua mala. Desde então, todos os membros da família real são obrigados a carregar uma peça preta em viagens no caso de uma tragédia.

Com a ascensão de Elizabeth ao trono, diversas especulações começaram a surgir. Era especulado se o nome da casa mudaria de Windsor para Mountbatten, devido as tradições da esposa assumir o nome do marido com o casamento. Entretanto, a avó da monarca, a rainha Mary, e o primeiro-ministro Winston Churchill insistiram para que o nome permanecesse o mesmo.

Philip teria ficado altamente decepcionado com a decisão, dizendo "Sou o único homem no país que não pode dar seu nome aos próprios filhos". Após as mortes de Mary e Churchill, em 1953 e 1955, respectivamente, a família adotou o sobrenome Mountbatten-Windsor para os descendentes do sexo masculino que não tivessem títulos reais.

Durante a cerimônia de coroação, Philip contrariou o protocolo e deu um beijo no rosto de Elizabeth / Créditos: Getty Images

 

Sua coroação aconteceu apenas 16 meses depois de assumir o trono, em 2 de junho de 1953, e oito dias após a morte da rainha Mary. A cerimônia foi realizada na Abadia de Westminster e foi a primeira na história a ser televisionada. Antes de se tornar definitivamente rainha, Elizabeth afirmou ao povo que "durante minha vida inteira, seja longa ou curta, será dedicada a vosso serviço”.


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