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Há exatos 462 anos, Elizabeth I assumia o trono da Inglaterra

Com o mandato iniciado após uma intensa trama, a monarca britânica entrou para a História

Caio Tortamano Publicado em 17/11/2020, às 08h18 - Atualizado às 17h31

Elizabeth I, rainha da Inglaterra e Irlanda
Elizabeth I, rainha da Inglaterra e Irlanda - Getty Images

Muito antes de se tornar uma monarca longeva e ajudar na criação do sentimento de identidade nacional do Reino Unido, a Rainha Elizabeth I assumiu o trono em meio à incertezas e desconfiança. Filha de Henrique VIII eAna Bolena, o governo de seu pai ficou marcado por conspirações e a falta de estabilidade da coroa.

A sua antecessora, no entanto, foi Maria I, que também não deu muitos momentos de paz a futura rainha. Maria era católica fervorosa, e entre os objetivos de seu reinado estava a destruição e desmantelamento do protestantismo — religião na qual Elizabeth foi criada e educada.

Maria I da Inglaterra / Crédito: Wikimedia Commons

 

Esse foi um dos motivos, inclusive, pelo qual o governo da rainha começou a ruir, especialmente depois que deixou claras suas intenções em casar com Felipe da Espanha, também católico.

Com a crescente revolta da população e de nobres contra a atual rainha, os conspiracionistas se voltaram a Elizabeth como um possível apoio, tendo em vista que ela era herdeira natural ao trono.

Tentativa de revolta

Em fevereiro de 1554, uma rebelião liderada pelo nobre Thomas Wyatt, que buscava montar um exército para tirar Maria do poder, tomou conta do país. Porém, essa trama foi rapidamente reprimida, e Elizabeth foi interrogada e depois aprisionada na Torre de Londres.

Apesar de ser pouco provável que ela tenha, de fato, participado da conspiração ativamente, alguns dos revoltosos entraram em contato com ela, a tornando uma cúmplice.

Foi questão de tempo até que Maria morresse com somente 42 anos de idade no dia 17 de novembro de 1558, e logo em seguida Elizabeth I se tornou rainha da Inglaterra.

Elizabeth I em seu traje de coroação / Crédito: Wikimedia Commons

 

A monarca teve uma grande aceitação entre o povo, que acreditava no poder conciliador da nova rainha. O reinado de Elizabeth I foi marcado por um nível significativo de conciliação interna, assim como a fundamentação completa das bases do anglicanismo como religião central da sociedade e do poder ingleses.

Filha do trágico rei Henrique VIII, ela governou por 45 anos, sendo uma monarca de importante sucesso político. Seu mandato criou a chamada Era Elisabetana, em que a cultura floresceu a nível continental e a influência mundial da Inglaterra se endureceu.

Elizabeth ficou conhecida na Historia pela alcunha de Rainha Virgem, uma fama relevante na legitimação, inclusive religiosa, de seu poder, marcando as últimas décadas de seu reinado.


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