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Hábitos alimentares e sem pólvora: Os mistérios desvendados através da arcada dentária de Hitler

A morte do líder nazista é atribuída ao ano de 1945, mas os pesquisadores só tiveram acesso a parte do corpo no ano de 2017

Wallacy Ferrari Publicado em 22/09/2020, às 10h16

Fotografia em plano retrato de Adolf Hitler
Fotografia em plano retrato de Adolf Hitler - Wikimedia Commons

Em 16 de janeiro de 1945, Hitler se mudava ao Führerbunker para nunca mais sair; sendo o escritório principal do líder nos últimos meses de guerra, foi por lá que ele recebeu as mais desagradáveis atualizações sobre o progresso nazista na Segunda Guerra Mundial. A gota d’água seria um bombardeio soviético, no dia 20 de abril, que fez o líder declarar derrota pela primeira vez após anos de confrontos.

Nos dez dias seguintes, o Führer manifestou incerteza sobre a segurança de permanecer em seu bunker, chegando até a questionar o médico pessoal sobre formas de cometer suicídio indolor e de maneira eficiente. Com a garantia da morte de Benito Mussolini, Hitler tinha certeza que deveria encerrar a vida antes que os oponentes fizessem o mesmo.

No mesmo dia, o líder casou-se com Eva Braun e, no dia seguinte, entraram juntos no escritório pessoal, logo após o almoço. Os relatos de secretários e militares apontou diversos barulhos de disparos e, com isso, encontraram ambos caídos no sofá, já sem vida. Horas depois, os oficiais retiraram os corpos com sacos e atearam fogo, iniciando um longo mistério sobre o fim do político.

Hitler discursa em congresso do partido nazista / Crédito: Getty Images

 

Acesso ao cadáver

A estranha morte repentina como tentativa de não ser vítima de opressão rival resultou em diversas dúvidas em relação ao fim que tomou o corpo de Adolf Hitler, perdurando por décadas. A primeira resolução, no entanto, conseguiu clarear parte das dúvidas com o surgimento de um pedaço do corpo do governante; sua arcada dentária foi localizada próxima ao antigo bunker.

Ao longo de anos, a mesma ficou guardada no acervo do atual FSB, a agência de serviço secreto da Russia, porém, apenas na segunda metade do ano de 2017, uma equipe de pesquisa teve acesso a essa parte do corpo do ditador para fins paleontológicos e arqueológicos.

O estudo foi concluído apenas maio do ano seguinte, sendo realizado por pesquisadores franceses e publicado no periódico científico European Journal of Internal Medicine. A conclusão obtida pelos cientistas não apenas confirmou que o Führer realmente está morto, mas também atribuiu causas para sua morte e outros hábitos pessoais do líder.

Retrato fotografico de Adolf Hitler esboçando um sorrido / Crédito: Divulgação

 

O que tem na boca de Hitler

O estudo surpreendeu por revelar saúde bucal do nazista, que tinha apenas quatro dentes originais na boca, com todos os outros repostos por próteses que simulavam dentes falsos e também aplicações metálicas. Nos dentes restante, ainda haviam grandes tártaros e periodontite, mostrando que a perda dos dentes não foi unicamente causada por confrontos.

Uma descoberta pôde acrescentar dados em uma antiga tese sobre o político; os pesquisadores não encontraram fibra de carne entre os dentes e próteses, corroborando a teoria de que o ditador era vegetariano. Porém, os pesquisadores encontraram um material químico azulado, no que acreditam tratar-se de uma reação química de cianureto com o metal dos dentes postiços — apontando que o líder realmente consumiu cianureto para se envenenar ou ser envenenado.

O que não foi localizado pelos cientistas foram sinais de traumas antes da morte ou pólvora de balas, o que reduz a possibilidade de um suicídio com disparo próximo do rosto. Pelo fato de não terem sido autorizados a analisar outras partes do corpo de Hitler, os cientistas não descartam a possibilidade do governantes ter efetuado um disparo contra outra parte do corpo, causando a morte.


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