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Halotus, o polêmico eunuco do imperador Cláudio

O servo foi um dos principais suspeitos pelo assassinado do soberano em 54 d.C., mas nunca foi acusado pelo ato fatal

Nicoli Raveli Publicado em 12/04/2020, às 13h00 - Atualizado às 17h30

Ilustração do servo Halotus
Ilustração do servo Halotus - Divulgação

O imperador romano Tibério Cláudio César Augusto Germânico, quarto membro da dinastia Julio-Claudiana, sempre teve diversos mordomos a seu favor. Entretanto, Halotus era o eunuco mais próximo do rei.

Desde criança, o futuro monarca sempre foi considerado uma pessoa brilhante. Ao ascender no trono, tornou-se um dos melhores governantes e estrategistas militares. Não obstante, ele era muito adorado pelo seu povo.

Rosto do Imperador Tibério Cláudio César Augusto Germânico, que foi envenenado / Crédito: Divulgação

 

Não foi surpresa quando a população se abalou com sua morte em 54 d.C. Com o passar do tempo, a sociedade exigiu um culpado pela morte do querido imperador, já que ele havia sido envenenado.

A principal dupla suspeita

O trabalho de Holotus era muito diverso. Dessa maneira, o homem foi até mesmo o provador oficial do imperador. A fim de conferir se a comida estava apta para ser consumida por Cláudio, ele experimentava uma pequena porção de cada refeição.

Além disso, sua proximidade com a família real era duvidosa. Existem pesquisadores que afirmam a existência de um relacionamento amoroso entre o servo e Agripina, esposa do monarca. Contudo, acredita-se que a ideia inicial tenha sido da mulher, enquanto Holotus colaborou com o plano maligno.

Busto de Agripina, esposa do imperador Cláudio / Crédito: Divulgação 

 

Embora a morte de Cláudio não contribuísse na vida do servo, a vantagem política de Agripina ficou explícita. Devido a morte de seu marido, Nero, filho da então imperatriz, reivindicaria o trono.

Dessa maneira, Agripina esperou pela ocasião certa para relatar a morte do marido. Quando o momento foi favorável, contou à Guarda Pretoriana, e essa escoltou seu filho para ascender ao cargo de Imperador.

Mesmo com forte oposição dos romanos, Halotus e Agripina não foram executados. Além disso, Nero assumiu o poder e permitiu que o homem continuasse em seu reinado — a viúva de Cláudio também foi poupada.

Outros cidadãos acreditavam na morte natural do rei, já que, na época, nunca foi claro como o crime aconteceu. Entretanto, mais tarde, historiadores disseram que era muito provável que o veneno estivesse nos cogumelos, já que o monarca era um grande apreciador do alimento.

A morte de Halotus

O servo morreu por volta do século 1 e nunca foi realmente acusado pelo crime. Além disso, no momento de sua morte, ele ainda era considerado parte do governo do imperador Sérvio Sulpício Galba, sucessor de Nero.

Rosto do servo Halotus / Crédito: Divulgação 

 

Dessa maneira, o procurador pôde recuperar parte do apoio do público e acumulou certa fortuna. O motivo de sua morte nunca foi revelado e há controvérsias sobre a data de seu falecimento.


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